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29.7.09

El Niño pode trazer seca ao nordeste e à Amazônia, diz agência dos EUA


Fenômeno climático também poderá provocar enchentes no sul do país entre 2009 e 2010.

A chegada do fenômeno climático El Niño poderá provocar seca no nordeste brasileiro e na região amazônica e enchentes no sul do país entre o fim deste ano e o começo de 2010, segundo avaliação da agência nacional e atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).
Após registrar um aumento constante das temperaturas da superfície do Oceano Pacífico central nos últimos seis meses, a NOAA confirmou o início do El Niño.

O fenômeno climático é caracterizado pelo aumento das temperaturas na zona equatorial do Pacífico, que ocorre a cada quatro ou cinco anos e afeta o clima em todo mundo.
Para muitos, a simples menção ao El Niño é um sinal de alarme. Há pouco mais de uma década, entre 1997 e 1998, ocorreu um dos mais fortes El Niño da história, com catástrofes climáticas que deixaram milhares de mortos.

Danos

As inundações nas Américas (que afetaram principalmente vastas regiões do Chile, da Bolívia, do Equador e dos Estados Unidos) e na África destruíram colheitas na maioria dos países afetados.
As secas se propagaram pela Austrália e partes do sudeste asiático, provocando incêndios florestais. O fenômeno afetou ainda a pesca na América do Sul, por conta da redução nos estoques de peixes.

O furacão Mitch, em 1998, cuja força também foi relacionada ao fenômeno climático, provocou intensas inundações na América Central que deixaram mais de 9 mil mortos.
Calcula-se que os danos totais provocados pelo El Niño em todo o mundo chegaram a US$ 34 bilhões.

Prognósticos

Ainda é cedo para prever se o fenômeno neste ano terá uma força semelhante à da década passada, mas os prognósticos da NOAA refletem um consenso sobre o seu crescimento e o seu desenvolvimento.

"As condições atuais e as tendências recentes favorecem o desenvolvimento contínuo de um fortalecimento de leve a moderado do El Niño até o outono de 2009 no hemisfério norte, com possibilidade de fortalecimento a partir de então", diz a agência.

Segundo Michelle L'Heureux, diretora da NOAA para Previsão do El Niño, se a potência do fenômeno climático for de moderada a forte, "as condições no centro e no leste da Bacia Amazônica serão mais áridas que o normal entre novembro de 2009 e março de 2010, e entre janeiro e maio de 2010 estarão mais secas no nordeste do Brasil".

"Ao mesmo tempo, as condições estarão mais úmidas na costa oeste da América do Sul. O Equador e o norte do Peru o sentirão entre janeiro e abril de 2010, e o Uruguai, o nordeste da Argentina e o sul do Brasil entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010", disse L'Heureux à BBC.

Efeitos positivos

A pesar de a chegada do El Niño ser vista por muitos como um anúncio de tragédia a caminho, a especialista explica que os seus efeitos positivos ou negativos devem depender de sua força.
"O El Niño pode, por exemplo, trazer chuvas benéficas no fim do ano ao sudeste do Texas, que atualmente enfrenta uma seca. Mas se chover demais, isso pode se converter em uma ameaça, por causa das possíveis inundações", diz L'Heureux.

Outro possível efeito positivo, segundo ela, seria a redução da intensidade dos furacões no Caribe.
L'Heureux diz ainda que não existem ainda evidências de que a incidência do El Niño poderia estar sendo reforçada pelo aquecimento global.

"O El Niño é um fenômeno natural que vem ocorrendo há milhares de anos. Até o momento não há evidências de uma relação entre esse fenômeno e as mudanças climáticas", diz ela.

"O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas diz claramente que não há indícios consistentes sobre futuras mudanças na amplitude ou na freqUência do El Niño no século 21", conclui.


Fonte: BBC Brasil


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ENTENDA O FENÔMENO:


Os primeiros registros de El Niño foram feitos no século XVI pelos Incas e colonizadores espanhóis, que citam em documentos a ocorrência de fortes chuvas, alagamentos provocado pelo transbordamento de rios e viagens de duração de dois anos que foram feitas em poucos meses devido a fortes ventos.

Mas o fenômeno é mais antigo. Avaliações paleontológicas e levantamentos arqueológicos, como análise de cores de sedimentação do gelo e anéis de crescimento das árvores mostram que o El Niño já se manifestava há seis mil anos.
Apesar de se formar perto da costa do Peru, o El Niño tem conseqüências em todo o mundo, com os maiores efeitos concentrados na América do Sul e Austrália. O evento de 82/83 causou enchentes e tempestades nos Estados Unidos, seca no México, América Central, sul e norte da África, além da Península Ibérica, enchentes na Europa Oriental e chuva intensa no sul da China.

A principal característica do El Niño é a mudança de sentido do vento que sopra entre o Equador e a Indonésia. Em situação normal, os ventos alísios vão em direção leste, impulsionando a água quente para as regiões próximas à Austrália. Por motivos ainda desconhecidos, esses ventos diminuem a sua intensidade, fazendo com que a corrente marinha retorne em direção à América do Sul.

A massa de água quente acumulada do lado leste do continente propicia a formação de nuvens, que causam chuva intensa principalmente nos países próximos à linha do Equador. Em Lima, no Peru, por exemplo, o índice pluviométrico aumenta de quatro para 800 milímetros anuais. A energia liberada pela chuva torna a atmosfera mais aquecida, o que faz com que o ar leve suba, descendo no Norte e Nordeste brasileiros, bloqueando a formação de nuvens nas regiões.

Ainda não foi totalmente demonstrado porque o El Niño provoca no Sul situação climática oposta à das regiões Norte e Nordeste, ou seja, enchentes. É possível que um pouco do ar que sobe não vá só para o Nordeste e siga também em direção Sul. Lá, esse ar se junta ao vento forte (que sopra mais perto dos pólos), aumentando a força dos jatos e fazendo com que as frentes frias parem no Sul do Brasil.

A explicação também pode estar na própria incidência de chuva na região equatorial leste. O El Niño provoca chuva nas cabeceiras dos rios que passam pela região Sul. Em 82 e 83, o fenômeno trouxe enchentes para cerca de 95% do estado de Santa Catarina.

No Nordeste, a atuação do El Niño depende das condições do oceano Atlântico. A água mais quente ao sul da linha do Equador, e a mais fria ao norte favorecem a chuva na região semi-árida do Nordeste, formada pelo norte e leste do Piauí, estados do Ceará, Rio Grande do Norte, sertão da Paraíba e do nordeste de Alagoas, Sergipe e Bahia. É preciso observar o comportamento da bacia do Atlântico Intertropical para avaliar se haverá chuva ou não.


O fenômeno passa a se chamar La Niña (episódio frio), quando temperaturas mais frias e pressões mais altas que o normal, são observadas sobre o leste do oceano Pacifico e temperaturas mais quente e pressões mais baixa que o normal são encontradas sobre a Indonésia e norte da Austrália.

Durante a permanência do El Niño e La Niña, as características do padrão atmosférico sofrem mudanças significativas. As tempestades e os sistemas frontais sofrem desvios em relação à normal, resultando em anomalias de temperaturas e precipitação em algumas regiões.


Os efeitos causados pelo fenômeno La Niña são pouco conhecidos. Sabe-se pelos eventos passados que sua presença foi mais marcante sobre o sul e nordeste do Brasil. Ocasionaram chuvas abaixo da normal, e em alguns anos foi também observado longo período de estiagem, no sul do Brasil e chuvas abundantes na região. Nordeste, especialmente o extremo norte desta região durante o verão. No restante do país os parâmetros meteorológicos se mantiveram próximo à normal, as vezes ocorrendo grande variabilidade nas precipitações e temperaturas.

Fordismo / Taylorismo / Toyotismo


Pré-Produção em Massa

Nos Tempos Modernos, as pessoas saíam do lar para serem condicionadas ao trabalho das fábricas. O tempo de trabalho, ao invés do sol como no período medieval, era mensurado pelo relógio em horas. Esse período era marcado pela transição entre o trabalho artesanal e o industrial. Os produtos eram feitos manualmente com auxílio da máquina.
O processo de industrialização foi mais evidente na Inglaterra com a Revolução Industrial. A primeira fase dessa revolução foi marcada pelo aparecimento da máquina a vapor e pela criação das cooperativas como recusa dos trabalhadores em se tornar proletários, pois os donos de fábricas buscavam aumentar seus lucros reduzindo as despesas, fosse por via de implementação tecnológica ou exploração dos operários, com longas jornadas de trabalho em locais periculosos, insalubres, com remuneração irrisória. Alguns autores, retratam bem essa época, descrevendo a sujeira, a magreza das pessoas e os problemas financeiros.
Em nome da necessidade de aumentar a produtividade, foi introduzida a máquina a vapor para dentro das fábricas, substituindo muitas vezes a mão de obra operária. Insatisfeitos com as condições de trabalhos e com a baixa qualidade de vida, os operários promoviam greves na esperança de que "o exército negro, vingador, que germinava lentamente nos sulcos da terra" brotasse a justiça no solo ingrato.
PRODUÇÃO EM MASSA: O MODELO FORDISTA-TAYLORISTA
Na Segunda Revolução Industrial houve a introdução de outras tecnologias para otimizar a produção de energia sem ser a vapor - a eletricidade e o petróleo. As novas fontes de energia possibilitaram o desenvolvimento de máquinas e ferramentas que fomentaram ainda mais a produtividade. Com essas inovações tecnológicas, algumas indústrias subverteram o modo de produção tradicional agregada ao pensamento do engenheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor.
Quando Taylor iniciou seu estudo referente às ciências da administração, no começo do século XX, tinha como objetivo acabar com o desperdício, a ociosidade e morosidade operária. Em 1903 desenvolveu a técnica de racionalização do movimento, ou seja, analisou e controlou a ação do operário e da máquina em funções específicas, para serem aperfeiçoadas. Taylor acreditava que o aperfeiçoamento se conquista com a especialização. Pensando assim, ele propõe a divisão do trabalho em tarefas específicas, com execução repetitiva e contínua, no ritmo da máquina - motivo que o levou a receber críticas de robotizar o operário, limitar drasticamente sua expressão, impedi-lo de criar e participar do processo de produção. Contudo, os industriais não dispunham de mão-de-obra qualificada. Os trabalhadores eram imigrantes analfabetos de países distintos e não falavam o mesmo idioma.
Para que as idéias fossem aceitas na classe operária, os industriais começaram a premiar os funcionários que aumentassem o número de peças produzidas para além da média. Taylor se encontrava com os responsáveis e chefes das indústrias para tentar convencê-los a deixar a produção tradicional e adotar a administração científica. Logo suas idéias foram aceitas pelas indústrias americanas e de todo o mundo.
Henry Ford, na primeira metade do século XX, em Detroit, coloca em prática as teorias de Taylor, lançando a produção em série, depois seguida por Alfred Sloan da General Motors. Ao contrário da produção artesanal, nessa concepção o cliente não tem escolha. Os fabricantes elaboram produtos para suprirem o gosto do maior número de pessoas possíveis. O produto é "empurrado" para a população.
Seu produto mais conhecido foi o Ford Modelo T, produzido com custo reduzido para a sociedade de massa, totalmente aos moldes fordistas-tayloristas. O inconveniente é que todos os carros eram exatamente iguais, até da mesma cor, o que levou Ford a lançar uma série de propagandas dizendo que qualquer americano poderia ter o seu Ford Modelo T, da cor que quisesse, contanto que fosse preto.
PRODUÇÃO ENXUTA: O MODELO TOYOTISTA
Na produção em série da Ford ainda vai houve muitos desperdícios de matéria prima e tempo de mão-de-obra na correção de defeitos do produto. Essa estrutura durou até o final da Segunda Guerra Mundial, quando também numa fábrica de automóveis no Japão, aparece um outro sistema de produção - o toyotismo, que se caracterizou pela concepção "enxuta" (clean, magra, sem gorduras). Esse novo modo de pensar a produção sofreu forte influência do engenheiro americano W. Edwards Deming, que atuou como consultor das forças de ocupação dos EUA no Japão após a Segunda Guerra. Deming argumentava com os industriais da nação quase em ruínas que melhorar a qualidade não diminuiria a produtividade.
A proposta é de que o próprio consumidor escolha seu produto. O estabelecimento ou a fábrica deixa de "empurrar" a mercadoria para o cliente, para que este a "puxe" de acordo com as suas próprias necessidades.
Ao contrário do sistema de massa, essa outra concepção de produção delega aos trabalhadores a ação de escolher qual a melhor maneira de exercerem seus trabalhos, assim eles têm a chance de inovar no processo de produção. Com isso, o trabalhador deve ser capacitado, para qualificar suas habilidades e competências, que antes não eram necessárias. Dessa forma, os industriais investem na melhoria dos funcionários, dentro e fora das indústrias. A Toyota, ao adotar a concepção "enxuta" e rompendo com a produção em série, possibilitou oferecer um produto personalizado ao consumidor. As ferramentas utilizadas eram de acordo com cada proposta demandada pelo cliente. Inclusive, passou a produzir automóveis com larga escala de cores, sem gerar custos adicionais.
Os operários japoneses utilizam uma cartela (kaban, sinal) para indicar ao colega antecedente qual a peça deveria ser produzida e entregue. Dessa forma, conseguem eliminar o estoque e o desperdício, produzindo somente o que for necessário, JIT - "just in time".
Cidade da Toyota, Japão
A fábrica centralizada da Ford, que ocupava um enorme espaço, deixa de existir. As fábricas da Toyota, sem necessitar de grande área para estoque, são descentralizadas em menores proporções, interligadas por sistemas de informação, com sofisticadas tecnologias de informação e comunicação.
Dois conceitos inovadores que surgiram na Toyota merecem destaque: equipe de trabalho (team work) e qualidade total. Em uma fábrica "enxuta" todo o trabalho é feito por equipes. Quando um problema aparece, toda a equipe é responsável. Quando ocorre um defeito na montagem de uma peça, a equipe de montagem se organiza na busca de maneiras de resolver o problema. Há uma cobrança entre os pares para que cada membro atue de uma maneira que não prejudique os companheiros. Algumas fábricas delegam à equipe a função de demitir ou aceitar novos funcionários.
Junto com a qualidade total também foram inseridas novas máquinas para o interior das indústrias, com maior precisão e produtividade. A substituição da mão-operária pelas máquinas fez com que aumentasse o desemprego em escala mundial, inclusive nos países desenvolvidos economicamente. Contudo, a concepção "enxuta" passou a exigir maior autonomia tanto do trabalhador para expor as suas habilidades, quanto do consumidor para dar vez à sua vontade. É nesse modelo que o sujeito tem a chance de escolher, tomar decisões, propor soluções e gerar novas idéias.
Se a equipe de trabalho gerou a qualidade total na concepção "enxuta", podemos então propor um processo de design que seja construído de acordo com as qualidades do cliente, que contemple suas necessidades, seu gosto e o requinte do designer.
Luciano Costa

28.7.09

Vulcanismo e tectonismo.

Material sobre tectonismo, vulcanismo, estrutura geológica do planeta, deriva continental, placas tectônicas e assuntos correlatos.

Confira:

Tectonismo e Vulcanismo


Luciano Costa


Migrações internas no Brasil



A população de um país não é apenas modificada pelas mortes e nascimentos de seus habitantes. É preciso levar em conta, também, os movimentos de entrada e de saída, ou seja, as migrações que ocorrem em seu território.

As migrações internas são aquelas que se processam no interior de um país como por exemplo êxodo rural, o que é constante no Brasil.

A história do povo brasileiro é uma história de migrações. As migrações não ocorreram ou ocorrem por causa de guerras, mas pela inconstância dos ciclos econômicos e de uma economia planejada independentemente das necessidades da população.
História

As migrações pelo território brasileiro estão associadas, como nota-se ao longo da história, a fatores econômicos, desde o tempo da colonização pelos europeus. Quando terminou o ciclo da cana-de-açúcar na região Nordeste e teve o início do ciclo do ouro, em Minas Gerais, houve um enorme deslocamento de pessoas em direção ao novo centro econômico do país. Graças ao ciclo do café e, posteriormente, com o processo de industrialização, a região Sudeste pôde se tornar efetivamente o grande pólo de atração de migrantes, que saíam de sua região de origem em busca de empregos ou melhores salários.

Acentuou-se, então, o processo de êxodo rural; migração do campo para a cidade, em larga escala. No meio rural, a miséria e a pobreza agravadas pela falta de infra-estrutura (educação, saúde, etc.), pela concentração de terras nas mãos dos latifundiários e pela mecanização das atividades agrárias, fazem com que a grande população rural se sinta atraída pelas perspectivas de um emprego urbano, que melhore o seu padrão de vida. O fascínio urbano torna-se, então, o principal fator de atração para as grandes cidades.

No entanto, o que ocorre é que a cidade não apresenta uma oferta de empregos compatível à procura. Em conseqüência surgem o desemprego e o sub-emprego no setor de serviços, como os vendedores ambulantes e os trabalhadores que vivem de fazer "bicos". E isso necessariamente vai resultar na formação de um cinturão marginal nas cidades, ou seja, o surgimento de favelas, palafitas e invasões urbanas.

Atualmente, nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, é significativa a saída de população das metrópoles em direção às cidades médias do interior. A causa desse movimento é que as metrópoles estão completamente inchadas, com precariedade no atendimento de praticamente todos os serviços públicos, altos índices de desemprego e criminalidade. Já as cidades do interior desses estados, além de estar passando por um período de crescimento econômico, oferecem melhor qualidade de vida à população.

Luciano Costa

Sistema-mundo

Competições, concorrências, vencedores, vencidos, ricos, pobres, abandonados à própria sorte: termos que exprimem as modalidades e os resultados do funcionamento de um sistema mundial assimilado então ao desenvolvimento do capitalismo. Nunca na história da humanidade houve tamanha concentração de poder nuns poucos lugares nem tamanha separação e diferença no interior da comunidade humana.

Lugares de poder: o arquipélago metropolitano mundial

No final do século XX, os poderes que atuam sobre o mundo e as inovações que o transformam localizam-se num número limitado de lugares: megalópoles da América do Norte, a do nordeste e a da Califórnia, a do Japão, centrada em Tóquio, a da Europa Ocidental, entre a planície do Pó e a bacia de Londres, englobando a ilha parisiense. Aí, 5% da população mundial vive em 0,4% da superfície das terras. É aí que se localiza a grande maioria das 500 maiores empresas financeiras e industriais, os governos e as instituições que pesam sobre o Mundo:

Casa Branca e Pentágono, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional em Washington; as Nações Unidas e Wall Street em Nova York; os centros financeiros de Tóquio, Frankfurt e Londres, as grandes agências de informações que tratam e difundem os acontecimentos do Mundo; e, em Londres, a Reuter, que monopoliza as informações financeiras. Os membros do G-7 aí residem, como os presidentes e os primeiros-ministros, que freqüentam as “conferências de cúpula”. Dos novos conhecimentos, 90% se elaboram nos laboratórios dos países onde se encontram essas megalópoles.

Nesses pólos do sistema-mundo, estratégias e decisões repousam num tratamento maciço e instantâneo de informações públicas e confidenciais coletadas em todo o mundo. No anel das redes que cinge a Terra nas latitudes médias do Hemisfério Norte, circulam 98% das informações financeiras, e os tráficos aéreos são aí os mais intensos. Os contatos diretos entre dirigentes conservam toda a sua importância, sem embargo da fluidez e da diversidade dos meios de comunicação: é nesse anel que se deslocam os “novos nômades” que dirigem o mundo.

Por toda parte as mesmas grandes infra-estruturas, plataformas aeroportuárias e portuárias, redes rodoviárias e ferroviárias, os mesmos grandes hotéis e as altas torres onde têm sede as grandes empresas; por toda parte os preços dos imóveis nos grandes centros urbanos são justificados pelo número de negócios das empresas mundiais que se encontram. O poderio mundial se exerce numa concentração geográfica dos poderes.

DOLLFUS, Olivier. Geopolítica do sistema-mundo. In: SANTOS, Milton et al. (Org.). O novo mapa do mundo: fim de século e globalização. 2. ed. São Paulo: Hucitec-ANPUR, 1994. p. 34-5.

27.7.09

Entenda em que consiste o MERCOSUL:


O Mercado Comum do Sul (Mercosul), formado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, foi instituído por meio do Tratado de Assunção em 1991. Desde então, pouco se avançou quanto à profundidade do efetivo processo de integração regional, que ainda está muito longe da União Aduaneira prevista para 1994, porém ampliou-se bastante a sua área de abrangência, com a entrada de vários membros-associados, como o Chile (1996), Bolívia (1997), Perú (2003) e Venezuela (2004), culminando em 2005 com o acordo entre Mercosul e o Pacto Andino que deflagra a proposta de criação da Comunidade Sul-Americana de Nações.
Em 2002, o MERCOSUL foi afetado pela situação econômica da Argentina, o que levantou grandes rumores acerca de uma possível relação com os Estados Unidos a fim de fragilizá-lo. Em 2004, a Argentina passou a ter atitudes contrárias às estabelecidas e assinadas no acordo fazendo com que a expansão do MERCOSUL fosse prejudicada e adiada.

Em 2005, a Venezuela buscou sua adesão ao acordo, mas teve que cumprir algumas exigências, como adotar a TEC – Tarifa Externa Comum. Esse acordo beneficiou as ligações comerciais e financeiras entre os países parceiros, já que houve implantação de indústrias filiais em países parceiros e ainda o grande crescimento turístico entre os mesmos.

O Brasil assumiu a liderança do bloco econômico e a Argentina assumiu a segunda colocação. O Brasil exporta, principalmente para os países parceiros, automóveis bem como suas peças de manutenção, bebidas, cigarros, café, açúcar, aparelhos eletrônicos, óleos e calçados.

Apesar das considerações feitas ao MERCOSUL, apenas o Chile cresceu economicamente acima da média mundial. As duas potências do MERCOSUL, o Brasil e a Argentina cresceram menos que a média mundial.

PERGUNTAS FREQUENTES:

01. O que é o MERCOSUL?

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) é um amplo projeto de integração concebido por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Envolve dimensões econômicas, políticas e sociais, o que se pode inferir da diversidade de órgãos que ora o compõem, os quais cuidam de temas tão variados quanto agricultura familiar ou cinema, por exemplo. No aspecto econômico, o Mercosul assume, hoje, o caráter de União Aduaneira, mas seu fim último é constituir-se em verdadeiro Mercado Comum, seguindo os objetivos estabelecidos no Tratado de Assunção, por meio do qual o bloco foi fundado, em 1991.

02. Quais são os objetivos e princípios do MERCOSUL?

De acordo com o artigo 1° do Tratado de Assunção, tratado constitutivo do bloco, o MERCOSUL implica “a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros, da eliminação dos direitos alfandegários e restrições não-tarifárias à circulação de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito equivalente; o estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados e a coordenação de posições em foros econômico-comerciais regionais e internacionais; a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes - de comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de transportes e comunicações e outras que se acordem, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre os Estados Partes; o compromisso dos Estados Partes de harmonizar suas legislações, nas áreas pertinentes, para lograr o fortalecimento do processo de integração”.

03. O que é a TEC?

Em matéria de política tarifária, o Mercosul conta, desde 1995, com uma Tarifa Externa Comum (TEC) que abrange todo o universo de produtos comercializados com terceiros países. Cerca de 9 mil itens tarifários integram hoje a nomenclatura comum do Mercosul, com tarifas ad valorem que variam, em geral, de 0% a 20%, de acordo com a categoria de produtos e a existência ou não de produção regional. Além disso, há uma série de procedimentos aduaneiros e administrativos que foram adotados com vistas a assegurar maior uniformização na aplicação da TEC.

04. Quais são os Estados Partes do MERCOSUL?

Os Estados Partes do Mercosul são Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela é Estado Parte em processo de adesão e se tornará membro pleno uma vez que esteja em vigor o Protocolo de Adesão da República Bolivariana da Venezuela ao MERCOSUL.

05. Quais são os Estados Associados ao MERCOSUL?

O que são os Estados Associados?
Os Estados Associados do Mercosul são Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru. Sua existência justifica-se em função do compromisso do Mercosul com o aprofundamento do processo de integração regional e pela importância de desenvolver e intensificar as relações com os países membros da ALADI. Nesse sentido, apenas países membros da ALADI podem associar-se ao Mercosul, desde que celebrem Acordos de Livre Comércio com o bloco. Além disso, Estados que desejem se associar devem aderir ao Protocolo de Ushuaia sobre Compromisso Democrático no Mercosul, Bolívia e Chile e à “Declaração Presidencial sobre Compromisso Democrático no Mercosul”. Os Estados Associados podem participar, na qualidade de convidados, das reuniões dos órgãos da estrutura institucional do Mercosul para tratar temas de interesse comum, mas sem direito a voto. A normativa referente aos Estados Associados, em especial as Decisões do Conselho Mercado Comum de números 14/96 e 18/04, pode ser consultada neste sítio ou no sítio da Secretaria do MERCOSUL (
http://www.mercosur.int/).

06. O que é Presidência Pro Tempore?

A Presidência Pro Tempore refere-se à Presidência do Conselho do Mercado Comum, órgão decisório do bloco. O artigo 12 do Tratado de Assunção e o artigo 5 do Protocolo de Ouro Preto estabelecem que a Presidência do Conselho se exerça por rotação dos Estados Partes e em ordem alfabética, por períodos de seis meses. Cabe ao país que ocupa a referida Presidência Pro Tempore determinar, em coordenação com as demais delegações, a agenda das Reuniões, entre outras, do Grupo Mercado Comum e do Conselho Mercado Comum, organizar as reuniões dos órgãos do Mercosul, além de exercer a função de porta-voz nas Reuniões ou foros internacionais de que participe o Mercosul (ver Decisão CMC N° 14/91). O sítio da Presidência Pro Tempore é http://www.mercosul.gov.br/ .

07. Quais são os principais órgãos decisórios do MERCOSUL?

Os principais órgãos decisórios que compõem a estrutura institucional do Mercosul são o Conselho do Mercado Comum (CMC), o Grupo Mercado Comum (GMC) e a Comissão de Comércio do MEercosul (CCM).- CMC – Conselho do Mercado Comum é o órgão superior e decisório do Mercado Comum. É integrado pelos Ministros de Relações Exteriores e da Economia de cada um dos Estados Partes. O Conselho toma as decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos no Tratado de Assunção.- GMC – Grupo Mercado Comum é o órgão executivo do Mercado Comum. O GMC se pronuncia mediante Resoluções, que são obrigatórias para os Estados Partes.- CCM – Comissão de Comércio do Mercosul é o órgão encarregado de assistir o Grupo Mercado Comum. É integrada por quatro titulares e quatro alternos de cada Estado Parte e coordenada pelos Ministérios das Relações Exteriores. Entre as suas funções estão: velar pela aplicação dos instrumentos comuns da política comercial; regular o comércio intra-Mercosul e com terceiros países e organismos internacionais. As Diretrizes feitas pela CCM são obrigatórias para os Estados Partes.- Além desses órgãos, deve-se mencionar o Parlamento do Mercosul, a Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, as Reuniões de Ministros, o Foro de Consulta e Concertação Política, o Foro Consultivo Econômico e Social, os Subgrupos de Trabalho, as Reuniões Especializadas, os Comitês, os Grupos AD HOC, os Grupos, a Comissão Socio-Laboral e os Comitês Técnicos. A estrutura do Mercosul pode ser consultada no sítio da Presidência Pro Tempore Brasileira do MERCOSUL, no link: http://www.mercosul.gov.br/

08. O que é o Parlamento do MERCOSUL?

O Parlamento do Mercosul é um órgão representativo dos cidadãos dos Estados Partes do Mercosul. A criação do Parlamento fundamentou-se no reconhecimento da importância da participação dos Parlamentos dos Estados Partes no aprofundamento do processo de integração e no fortalecimento da dimensão institucional de cooperação inter-parlamentar. A instalação do Parlamento do Mercosul contribui para reforçar a dimensão político-institucional e cidadã do processo de integração, ao facilitar o processo de internalização, nos ordenamentos jurídicos dos Estados Partes, da normativa Mercosul. Os Estados Partes decidiram adotar o critério de “representação cidadã” para a composição do Parlamento comunitário. Na primeira fase de sua existência (dezembro de 2006 até dezembro de 2010), o Parlamento funcionará com base na representação paritária, sendo integrado por 18 parlamentares de cada Estado Parte, designados segundo critérios determinados pelo respectivos Congressos Nacionais.Na segunda etapa, que terá início em 2010, os parlamentares serão eleitos com base no critério de “representação cidadã”. Esse conceito, que determinará a proporcionalidade de representação entre os Estados Partes, deverá ser definido por Decisão do Conselho do Mercado Comum, até o fim de 2007. Cumpre ressaltar que já em 2010 os representantes do Parlamento do Mercosul passarão a ser eleitos por sufrágio universal, direto e secreto.

09. Qual é o idioma oficial do MERCOSUL?

Os idiomas oficiais e de trabalho do Mercosul, em conformidade com o artigo 46 do Protocolo de Ouro Preto, são o espanhol e o português.

10. Posso residir ou trabalhar livremente em outros estados do MERCOSUL?

O “Acordo sobre Residência para Estados do Mercosul, Bolívia e Chile”, de 06 de dezembro de 2002, concede o direito à residência e ao trabalho para os cidadãos de todos os Estados Partes, sem outro requisito que não a nacionalidade. Desde que tenham passaporte válido, certidão de nascimento e certidão negativa de antecedentes penais, cidadãos dos Estados Partes podem requerer a concessão de “residência temporária” de até dois anos em outro país do bloco. Antes de expirar o prazo da “residência temporária”, poderão requerer sua transformação em residência permanente.No momento atual, para o Brasil, o Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul encontra-se em vigor somente com Uruguai e Argentina.

11. Preciso de passaporte para viajar para os países do MERCOSUL?

É possível viajar entre os Estados do Mercosul e Estados Associados munido apenas da carteira de identidade. Tal faculdade foi conferida pela Decisão CMC N.º 18/08 “Acordo sobre Documentos de Viagem dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados”, vigente a partir da assinatura, que ampliou os direitos previstos na Resolução GMC N.º 76/95. A Decisão CMC N.º 18/08 reconhece a validade do documento de identificação pessoal de cada Estado Parte e Associados como documento hábil para o trânsito de nacionais e/ou residentes regulares entre os territórios dos Estados Partes ou Associados, não sendo necessário que sua partida seja de seu país de origem ou residência. Além do Brasil, assinaram a Decisão N.º 18/08 Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. O prazo de validade dos documentos aceitos será o estabelecido nos mesmos pelo Estado emissor. No caso de não possuir data de vencimento, entender-se-á que os documentos mantém sua vigência por prazo indeterminado. Caso a fotografia gere dúvidas sobre a identidade do portador do documento, poderá ser solicitado outro documento efetivo para sanar tal circunstância.Definem-se residentes regulares como aqueles estrangeiros que obtiveram uma permanência ou residência permanente, temporária ou provisória conforme a legislação migratória correspondente do Estado Parte ou Associado do Mercosul do local onde reside, sempre que, como conseqüência desta, a legislação o habilite a ser titular de algum dos documentos de viagem enumerados no anexo da Decisão CMC N.º 18/08.Nesse caso, os estrangeiros com residência regular em algum Estado Parte ou Associado do Mercosul poderão transitar com os documentos listados naquela Decisão no território dos Estados Partes e Associados do Mercosul sempre que, em razão de sua nacionalidade, o visto consular não constita requisito para ingresso no outro Estado. Não sendo o caso, deverá utilizar o passaporte de sua nacionalidade e o visto correspondente. Para o Brasil, os órgãos emitentes de identidades válidas nos Estados Partes são o Instituto Nacional de Identificação, a Polícia Federal, aqueles órgãos vinculados ao Ministério da Justiça e os Institutos de Identificação dos Governos Estaduais.

A Venezuela no MERCOSUL:




Luciano Costa

A cidade que não existe.

Nos discursos dos representantes políticos ou elites econômicas de nossa cidade percebemos uma alusão a algo utópico e inexistente.

Ora, falam de crescimento e de melhoras nos serviços sociais básicos (saúde, educação, segurança, emprego, etc...)

Falam de um viver excelente, de uma cidade que está entre as melhores do país para se viver e que possui um IDH que se aproxima do de países desenvolvidos (dados de uma revista elitista que circula nas bancas).

Bem, esta é a "opinião" das estatísticas e dos meios de comunicação controlados pelo grande capital.

O que será que pensa o outro lado da cidade, aquele que mesmo "elegendo" um candidato não possui voz e nem direitos?

O lado miserável e abandonado de JF que antes apenas aparecia nos noticiários locais agora começa a aparecer nos notíciários nacionais.

Em tempos recentes pudemos assistir ao escândalo do governo Bejani e suas falcatruas, falsificação de documentos como diplomas e hoje (26/07/09) às péssimas condições do setor de saúde, com presos cumprindo sentenças em hospitais de urgência e tomando as vagas destinadas realmente às urgências emergências.

A grande mídia nacional poderia também visitar as escolas e denunciar a falta de materiais didáticos e péssimas condições de trabalho, poderia visitar as periferias de Juiz de Fora e mostrar as condições deploráveis de um povo esquecido, poderia mostrar a exploração de um povo que já é tão sofrido (trabalhadores) e também o aumento da violência urbana.

Mas será que mostrar vai trazer algum benefício além da audiência destes canais?

Na verdade a população juizforana e brasileira se acostumou tanto com os mais graves problemas e com os desmandos de quem possui o poder que se acomodou e acha tudo normal, já não existe uma mobilização efetiva, e quando existe, logo é reprimida pelo grande contingente de policiais estaduais e municipais que só aparecem de forma efetiva nestes momentos.

Sem amor e sentimento nada será mudado, sem autruísmo e com o individualismo que cresce a cada dia tudo ficará no lugar.

Enquanto isso, a cidade imaginária ou aquela do lado de lá continuará indo muito bem, enquanto a do lado de cá continuará camuflada a fim de que exista a outra se perpetue esta grande farsa e perversidade.

O que estamos esperando para arregaçar as mangas e mostrar que os atuais indigentes sociais podem ter voz a fim de que realmente a cidade de fábulas que mostram em alguns veículos de comunicação seja uma realidade?

Mudar as estruturas da atual sociedade excludente é preciso.

Não podemos ser estranhos ao nosso próprio espaço de vivência.

Vamos mostrar a nossa cara! Chega de hipocrisia!

Luciano Costa

Brasil e Paraguai chegam a acordo sobre Itaipu.

Depois de dez meses de negociação, Brasil e Paraguai divulgaram neste sábado uma declaração de intenções sobre a usina de Itaipu. O Brasil aceitou pagar mais pela energia paraguaia, o que deve gerar ao país um custo adicional de US$ 240 milhões por ano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o acordo de "histórico" e, ao lado do seu colega paraguaio, Fernando Lugo, anunciou "uma nova era" nas relações entre os dois países, embora todos os pontos do documento ainda dependam de aprovações dos respectivos Congressos.
Atualmente, o Brasil paga cerca de US$ 120 milhões ao Paraguai por uma parcela da eletricidade a que o país tem direito, mas não utiliza. Segundo o acordo firmado neste sábado, o Brasil passará a pagar cerca de US$ 360 milhões por essa energia.

O direito de vender livremente sua energia no mercado brasileiro – uma das principais demandas do governo paraguaio – também foi aceito pelo Palácio do Planalto, mas os termos serão ainda estabelecidos por um grupo de trabalho, que deve entregar as propostas em até 60 dias.

A venda da energia excedente para outros países, outra revindicação do Paraguai, também foi contemplada no comunicado. Mas essa medida, ainda que venha a ser aprovada pelo Legislativo, passará a valer a partir de 2023.

Fonte: BBC Brasil

Leia também:

http://www.lucianogeo.com/2009/07/entenda-o-tratado-de-itaipu-entre.html

Luciano Costa

24.7.09

Geoaulas em Power Point - Editora Saraiva

A editora Saraiva está disponibilizando várias aulas em power point, produzidas pelos professores Elian Alabi Lucci e Anselmo Lazaro Branco.

Aulas disponíveis:

-As paisagens do Brasil;
-As paisagens e o espaço geográfico;
-Capitalismo e formação do espaço mundial;
-Formação territorial e questões ambientais;
-Geopolítica atual;
-Geopolítica e economia mundial;
-Globalização;
-Globalização II;
-Lugar, espaço geográfico e sociedade;
-Regionalização do Brasil;
-Revolução técnico-científica;
-Universo e sistema solar;
-Planeta Terra: características e movimentos;
-A paisagem natural brasileira e a questão ambiental;
-A divisão Norte-Sul;
-Europa: quadro natural;
-Orientação no espaço geográfico;
-Planeta Terra: características e movimentos;
-Regionalização do Brasil;
-Representação do espaço geográfico;
-Revolução técnico-científica;
-Rússia e CEI;
-Sociedade de Consumo e Desenvolvimento Sustentável;
-O Universo e o Sistema Solar;
-Urbanização.



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As fontes de energia

Trabalho que traz informações sobre as fontes de energia mundiais e brasileiras, geopolítica e estratégia, combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral, etc...) energia atômica, fontes alternativas, consumo mundial e outras informações importantes sobre o tema, acesse:


As fontes de energia


Luciano Costa

23.7.09

Entenda o tratado de Itaipu entre Brasil e Paraguai


A usina hidrelétrica de Itaipu é resultado de acordos entre Paraguai e Brasil, que ganharam impulso na década de 1960, entrando em operação em 1984.
A empresa pertence aos dois países em partes iguais. Pelo contrato de 1973, cada um tem direito a 50% da energia produzida. Caso uma das partes não use toda a cota, vende o excedente ao parceiro a preço de custo.
Como o Paraguai utiliza apenas cerca de 5% dessa energia --o que atende 95% da demanda do país--, o restante é vendido ao Brasil --no total, 20% da energia elétrica usada por aqui vem de Itaipu.
Pelo acordo, o Brasil paga atualmente US$ 45,31 por megawatt ao Paraguai, dos quais porém US$ 42,5 são abatidos da dívida que o Paraguai tem pela construção da usina, restando US$ 2,81 para uso do país vizinho.
Nessa operação, o Paraguai recebe, entre royalties e compensações, uma média de US$ 375 milhões anuais. Os paraguaios, porém, afirmam que, se vendessem a energia a valores de mercado, obteriam até US$ 1,8 bilhão.
O contrato tem essa forma porque o Brasil bancou sozinho a construção e, depois, a recapacitação da usina. Ao vender energia a preço de custo, o Paraguai está pagando a sua parte de Itaipu. A última "prestação" vencerá em 2023, quando está prevista a renegociação do contrato.
Os presidentes do Brasil e Paraguai Lula e Lugo nos últimos meses tem intensificado as conversas já que o Paraguai está tentando alterar os termos do acordo vigente até 2023 a fim de poder vender a sua parte da produção a qualquer consumidor pelo preço de mercado e também um aumento no valor pago pelo governo brasileiro.
O presidente Lula, com sua política de boa vizinhança já anuncia mudanças no acordo e cede ao governo vizinho algumas de suas reivindicações, segundo Lula, é importante fortalecer as relações entre os paises do Mercosul bem como ajudar os mais carentes em termos econômicos.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o Brasil ofereceu ao Paraguai triplicar as compensações na hidroelétrica de Itaipu. Outro aspecto relevante da proposta é a possibilidade de o Paraguai negociar por sua conta o excedente da energia no sistema elétrico brasileiro.
A proposta do governo brasileiro ainda deve ser complementada com a oferta de construir uma linha de transmissão entre Itaipu a Assunção por US$ 200 milhões, assim como duas pontes sobre o Rio Paraná, que corta os dois países. Além disso, o Governo cogita oferecer créditos para o desenvolvimento da indústria paraguaia e favorecer o investimento de empresas brasileiras no Paraguai.
Com a concessão, o governo brasileiro ajuda na sobrevivência política de Fernando Lugo, acuado pelas revelações de que teve filhos quando era bispo. A avaliação do governo brasileiro é que sem a sua compreensão Lugo não termina o mandato.
Com a nova proposta, o governo paraguaio garante a sua "soberania energética", enquanto o governo brasileiro ganha a garantia de fornecimento já que os paraguaios não poderão vender a energia de Itaipu para consumidores de outros países, somente para brasileiros.
Agora vamos esperar e ver se o consumidor final brasileiro não será o grande prejudicado com exorbitantes aumentos em sua conta mensal de energia elétrica, tomara que a ajuda do presidente Lula ao "amigo" vizinho não seja com o tão suado dinheiro do povo brasileiro que luta pela sua sobrevivência em meio a tantas contas e impostos.
Vamos esperar para ver, o mais provável é que mais uma vez o povo "pague o pato" pelas medidas de "boa vizinhança" do governo brasileiro.
Luciano Costa

22.7.09

Abusos aos comerciários de JF - A triste situação do trabalhador brasileiro.

Duzentas queixas. Esse é o volume de denúncias que chega mensalmente ao Sindicato dos Empregados do Comércio relativas a abusos contra trabalhadores. As notificações vão desde o não pagamento de hora extra até a ocorrência de assédio moral e agressões, que muitas vezes vão parar na Justiça. Apesar do elevado número de queixas, o vice-presidente do Sindicato, Wagner França, estima que o dado poderia ser ainda maior se os trabalhadores não tivessem o temor de perder o emprego. “Temos muitas subnotificações. Há casos em que os comerciários só nos procuram após serem demitidos. Outros, quando denunciam, já estão dispostos a perder o emprego, pois não suportam mais as situações enfrentadas.”

Uma das reclamações mais frequentes, segundo o vice-presidente do sindicato, é a não incorporação das comissões no contracheque. “Uma minoria de empresários age corretamente. Estimamos que cerca de 90% dos funcionários não tenham a comissão incorporada.” França destaca ainda relato de vendedores que precisam chegar à loja de madrugada, fora do expediente, para descarregar o caminhão, fazer o pagamento do uniforme (que deveria ser gratuito) e que desenvolvem patologias, como depressão, devido à perseguição dos patrões.

Outra denúncia comum, segundo ele, é o rateio, entre todos os funcionários, de mercadorias que faltam no estoque. “Isso é um absurdo. Sabemos que o mês em que há maior índice de peças que somem é dezembro, quando as lojas estão cheias, o que facilita o furto por parte de clientes. O empregador precisa provar quem efetuou o crime. Ninguém deve ser obrigado a pagar.”

Rateio de prejuízo
V., funcionária de uma loja de calçados, é uma das que reclamam da prática do rateio de peças faltosas, popularmente conhecido como “gato”, entre os trabalhadores. Ela diz já ter desembolsado mais de R$ 50 em um só mês. “Uma vez, sumiu um pé de sapato e precisamos dividir o par. Quem roubaria um pé de sapato?” Diz que só procurou o Sindicato dos Empregados após ter sido demitida da loja. “Todos nós temos medo de perder o emprego. Sabemos que eles fazem errado, mas precisamos garantir o sustento de nossa família. É uma decisão difícil.”

A ex-vendedora S. também se diz vítima de abusos cometidos por parte de comerciantes. Ela afirma ter sido contratada e trabalhado quase 40 dias sem ter a carteira assinada. Além disso, conta que a loja mudou o horário de trabalho que havia sido combinado no início do contrato. Ela também se queixa de que não podia sequer ir ao banheiro, já que deveria haver pelo menos duas funcionárias na loja durante todo o tempo. Segundo S., após os patrões serem comunicados pelo sindicato, pediram a carteira, assinaram em data retroativa e marcaram o exame admissional. “Eles pediram desculpas e falaram que gostavam do meu trabalho e que iam ficar comigo. No final do expediente, me chamaram e falaram que tinham perdido a confiança em mim, me mandando embora. Disseram ainda para eu procurar ‘meus amiguinhos sindicalistas’.”

Reação só vem após demissão
K., também teve problemas com o chefe do estabelecimento em que trabalhava. Ela diz ter sido agredida verbalmente inúmeras vezes, precisado desempenhar outras funções. “Mandava procurar produtos no estoque e quando falava que não tinha, me chamava de incompetente na frente dos clientes. Também era comum gritar e me chamar de burra. Mandava limpar o chão, o banheiro, carregar produtos no estoque”, relata. Mas, somente após sua demissão, K. disse ter tido a coragem de fazer a denúncia.

O custo do uniforme para os trabalhadores também é motivo de queixas. C. reclama de ter pago R$ 276 pelas peças que precisava usar no trabalho. “Apesar de darem desconto, eles exigiam que comprássemos roupa da loja. Não davam nem a primeira peça.” A obrigatoriedade de ficar de pé durante todo o expediente foi alvo de críticas de outra trabalhadora, T. “Ficava no caixa, e eles não deixavam a gente nem encostar no balcão, tivesse gente na loja ou não.”

De acordo com informações do Sindicato dos Empregados, mais de 90% das ocorrências que chegam são solucionadas pela própria entidade. “De cem denúncias, cinco devem ir à Justiça. Outras são de pessoas que procuram o Ministério Público antes ou têm menos de um ano de contrato nas empresas, o que não passa pelo sindicato”, diz o presidente do órgão, Silas Batista. Segundo o procurador do Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT/MG), Antonio Carlos Oliveira Pereira, as ocorrências citadas no município são graves, mas refletem as irregularidades praticadas em todo o estado. O principal problema, afirma Antonio Carlos, é a não comunicação aos órgãos competentes, como os sindicatos, a Gerência Regional do Trabalho e o MPT. “Entre 80% e 90% dos casos, as pessoas só procuram o Ministério Público após serem demitidas.” Ainda de acordo com ele, mesmo após deixar o emprego, muitas temem o risco de não serem contratadas em outro estabelecimento. “Infelizmente não temos como conseguir a garantia de emprego.”

Para o chefe do setor de Relações do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho, José Tadeu Medeiros, a maior dificuldade está relacionada ao medo de que a queixa seja descoberta. No entanto, ele alerta que não há risco para o trabalhador. “A denúncia é sigilosa, e os auditores vão até o local de trabalho da mesma forma como fazem fiscalizações de rotina. A fonte é preservada.”

Fonte: Tribuna de Minas - 19/07/2009

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Carta de minha autoria enviada ao jornal e publicada em 21/07/2009:

Comerciários:

Além do salário dos comerciários em JF já se aproximar do mínimo, ainda convivem com péssimas condições de trabalho e abusos dos patrões. Tudo poderia ser bem diferente se os trabalhadores tivessem realmente direitos, como por exemplo a estabilidade, não sendo permitido serem demitidos sem justa-causa. Sem isso são submetidos aos desmandos dos patrões, já que temem perder o emprego para o imenso contingente de desempregados que sonham com o mísero salário que é oferecido. O pior de tudo é que os comerciantes ainda se orgulham de estar gerando empregos, mas sequer se preocupam com o bem-estar e em proporcionar vida digna para os seus funcionários. Enquanto isso, o congresso, eleito com o grande capital patronal, veta propostas de estabilidade dos trabalhadores e, provavelmente, a de redução de jornada de trabalho, que é quase uma escravidão. Esta é a nossa democracia.

Luciano Vieira Costa
Juiz de Fora/por e-mail

Leia também:

http://www.lucianogeo.com/2009/07/os-direitos-do-trabalhador-brasileiro.html

18.7.09

Os Estados Brasileiros


Conheça melhor cada um dos estados do Brasil. Clique no link abaixo e conheça o almanaque dos Estados brasileiros.

Geografia da gripe H1N1 - "gripe suina".


O que é?
É uma infecção viral aguda do sistema respiratório que tem distribuição global e elevada transmissibilidade. O quadro clássico tem inicio abrupto com febre, mialgia (dores musculares e articulações) e tosse seca.
O vírus influenza A, é altamente transmissível e mutável.O vírus influenza tipo “A” é encontrado em várias espécies animais, sendo as aves aquáticas silvestres seu principal reservatório.
O tipo “A” é o responsável pelas pandemias periódicas de influenza, a partir de aves e suínos, e posterior adaptação para transmissão interhumana.
A Influenza ou Gripe A, causada pelo vírus A H1N1 foi originalmente batizada de gripe suína, mas pela possibilidade desse nome gerar confusão entre a população que poderia acreditar que a doença pode ser adquirida pelo consumo de carne de porco – o que é incorreto – abalando o mercado de suinocultura, a doença foi rebatizada.
A Influenza A (H1N1), diferentemente da gripe aviária, que era transmitida de animais para seres humanos, se propaga de pessoa para pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.Eventualmente também pode ocorrer transmissão pelo ar, pela inalação de pequenas partículas residuais dessecadas, que podem ser levadas a distâncias maiores.A influenza tem altas taxas de ataque, disseminando-se rapidamente na comunidade e em ambientes fechados.O período de incubação varia entre um a sete dias com um período de transmissibilidade de dois dias antes até cinco dias após o início dos sintomas.
De repente surge a notícia de probabilidade de uma pandemia de "Gripe Suína", que se espalha a partir do México.

É incrível a velocidade de sua propagação e, mais que isso, a sua origem.

Trata-se de um vírus do tipo influenza, que se propaga pelo ar e é altamente infeccioso.

O que se pode dizer, a respeito de sua origem (além da questão biológica), é que, com as políticas neoliberais em curso no México, muito pouco ou quase nada, foi ou é investido em saneamento básico naquele país, principalmente na Cidade do México (a cidade mais populosa do mundo), onde a pobreza faz companhia para quase metade de sua população.

São grandes contingentes de pessoas em ônibus e trens lotados, respirando um ar carregado de toda a sorte de vírus e bactérias (a Cidade do México é a metrópole mais poluída do planeta).
E, agora, o vírus da Gripe Suína, viaja de avião, a partir daquele país, para todas as partes do globo, a uma velocidade de 800 km/h. Rápido o bastante para, em poucas horas, já ser encontrado em pessoas de países de todas as partes do globo.

E agora, o que fazer?

Além da crise do capitalismo globalizado, da crise ambiental, temos no caminho da humanidade, uma provável crise de saúde pública.

Pois, o que se vai fazer para as pessoas não saírem de casa? Não serem expostas ao vírus?


Como, vai ficar o capitalista, se estas pessoas não saírem de casa, para trabalhar e consumir?

Qual será a resposta?


Clique no link abaixo e veja o mapa da "gripe suina" no mundo:




Mapa da gripe suina




Luciano Costa

17.7.09


Aprovada nova LDO de Juiz de Fora e confirmado o descaso com a educação.




Várias emendas foram realizadas na LDO aprovada pelos vereadores, dentre os pontos positivos está a manutenção da obrigatoriedade do reajuste anual dos servidores de acordo com o IPCA ( o que não ocorreu este ano pelo descaso do poder executivo criminoso de JF que não respeita a legislação e a negligência dos vereadores que não cumpriram o seu papel de fiscalizar e denunciar o executivo).

Dentre as propostas votadas não aprovadas está a que previa um aumento do repasse para a educação que passaria de 25% (o mínimo previsto na LDB) para 30%.

A proposta do vereador Betão foi aprovada apenas pela bancada petista e 15 foram os votos contra e um se absteve. Anotem estes nomes:

Bruno Siqueira (PMDB), Isauro Calais (PMN), Rodrigo Mattos (PSDB), João do Joaninho (DEM), Dr. José Laerte (PSDB), Pastor Carlos (PRB), Tico Tico (PP), Chico Evangelista (PP), José Emanuel (PSC), Noraldino Jr (PSC), Julio Gasparette (PMDB), Figueirôa (PMDB), Dr. Luiz Carlos (PTC), Dr. José Tarcisio-Dr. Tarcisio (PTC), Dr. Fiorilo (PDT), Ana do Padre Frederico (PDT).

São eles que na próxima eleição novamente vão dizer todas aquelas bobagens que ja conhecemos, entre elas que sua prioridade é a educação, o interessante é que entre eles estão "educadores" vamos mostrar através do voto que o povo tem voz, afinal, o povo é patrão e eles deveriam trabalhar a nosso favor.

Luciano Costa

Os "direitos" do trabalhador brasileiro.


Nos últimos dias a mídia noticiou sobre dois projetos de EC que tramitam no Congresso, se trata do projeto que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e outra do presidente Lula que propõe estabilidade para os trabalhadores.

Sobre a primeira, o empresariado ao ser entrevistado se colocou totalmente contra o projeto (como era de se esperar), enquanto surge como uma expectativa de melhoria de condições de trabalho para o tão sofrido e espoliado trabalhador.

Na segunda proposta o trabalhador não poderia ser demitido sem justa causa, desta forma, o empregador não poderia despedir e contratar sem certas restrições e o trabalhador das empresas privadas teria uma certa estabilidade de trabalho.

Na contramão dos interesses da maioria da população (trabalhadores) estão aqueles que os representam através do voto de acordo com nossa "democracia" representativista e que dificilmente aprovarão estas propostas.

Ora, quem na verdade financia campanhas políticas com exorbitantes quantias é o empresariado e o os trabalhadores não são assiatidos já que ficam sem representatividade.

Os trabalhadores como é sabido, são a válvula de escape de toda e qualquer "crise", mesmo com grandes empresas recebendo bilhões em incentivos do governo federal as demissões em massa continuam acontecendo, enquanto os grandes lucros empresariais não diminuem.

Tais recursos poderiam ser empregados em uma seguridade social eficaz, diferentemente da legislação em vigor hoje no país, onde o trabalhador continua a receber migalhas sociais.

A luta histórica dos trabalhadores brasileiros, ainda sem uma grande revolução deve continuar já que até hoje recebe migalhas. Desde o início do séc. XX quando o trabalhador tinha jornadas de mais de 12 horas diárias sem nenhuma regulamentação até o governo Vargas quando recebeu algumas melhorias de acordo com a C.L.T., as condições ainda hoje são péssimas.

Na verdade, Vargas ao mesmo tempo tentava agradar tanto os trabalhadores quanto os empresários, muito mais o segundo grupo, o que nos leva a classificá-lo como "pai dos pobres" e ao mesmo tempo "mãe dos ricos". Se o presidente citado foi tão vangloriado por algumas poucas conquistas da classe trabalhadora é porque a situação antes dele era realmente deplorável.

Nos dias atuais tudo parece igual, ou até mesmo pior com a diminuição dos postos de trabalho devido a grandes revoluções tecnológicas, a diminuição dos salários devido ao grande "exército de reserva" (massa desempregada e excesso de mão-de-obra no mercado), neoliberalismo (não participação do governo na economia), o que não garante os serviços sociais básicos aos trabalhadores e outros favorecimentos ao grande capital e à acumulação de lucro.

Não existe (salvo em algumas raríssimas excessões) a participação nos lucros pelo trabalhador, onde este somente fica com todo o passivo das "crises", sem nenhuma garantia e a cada dia sem opções de lutar por melhores condições de trabalho. Enquanto isso aumenta a exploração e a acumulação de capital, gerando uma grande massa de excluídos assim como já existe a nível mundial onde os 200 homens mais ricos do mundo possuem mais dinheiro do que os 2.500.000.000 mais pobres, uma triste realidade.

A luta não pode parar!

Luciano Costa

15.7.09

8.7.09

Arsenais nucleares do mundo


Esta semana Rússia e EUA assinaram um tratado para dimunuição dos arsenais nucleares, os números apresentados acerca da quantidade de ogivas que possuem é bem diferente daquele apontado por especialistas.
Esta redução é apenas virtual, já que mesmo com a redução apresentada, seria possível exterminar praticamente o mundo inteiro, em um momento em que as potências nucleares pressionam o mundo a fim de que não desenvolvam o artefato, utilizar a mídia e dizer que supostamente estão reduzindo o seu arsenal é uma estratégia a fim de manipular a opinião pública mundial.
Tratado de não proliferação nuclear:
É um acordo, fechado no ano de 1968, que divide as nações em dois blocos: sendo um lado constituído pelos Estados Unidos, União Soviética (atualmente Federação Russa), China, Reino Unido e França; do outro lado às demais nações, que devem comprometer-se a não tentar obter armas nucleares.
Os cinco estão do lado dos que venceram a II Guerra Mundial. Pelo TNP, os cinco podem manter suas armas atômicas, mas não transferia-las, nem repassar a tecnologia para sua fabricação, a nenhuma outra nação.
No entanto o acordo permite que os demais países desenvolvam a tecnologia nuclear somente para a geração de energia e outros fins pacíficos, sujeitando-se às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Este tratado só veio entrar em vigor em 1970. Na esfera da TNP, as potências nucleares se comprometeram a avançar para o desarmamento nuclear, o que de fato não ocorreu.
Três países que não aderiram ao tratado se capacitaram para produzir armas nucleares, são eles: Israel, Índia e Paquistão. Por esse motivo desenvolvem armas atômicas fora do controle internacional.
Se a AIEA contata que um Estado desrespeitou o tratado, encaminha o caso ao Conselho de Segurança da ONU, sendo o único habilitado a tomar as medidas cabíveis para enfrentar o problema.
Desta maneira, formou-se o "clube nuclear", que busca manter o mais restrito possível o desenvolvimento e uso deste artefato.
Luciano Costa
_______________________
Veja a notícia:
Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitry Medvedev, chegaram, nesta segunda-feira, a um acordo preliminar para a redução dos arsenais nucleares dos dois países.
O “entendimento conjunto”, assinado durante a visita de Obama a Moscou, prevê que os dois países reduzam seus arsenais de ogivas nucleares para um número inferior a 1,7 mil no prazo de sete anos após o tratado, cujos detalhes ainda serão negociados, entrar em vigor.
O novo acordo deve substituir o Tratado Estratégico de Redução de Armas (Start 1, na sigla em inglês), assinado em 1991 e que expira no próximo mês de dezembro.
O entendimento também prevê uma redução no número de mísseis nucleares e bombardeiros dos dois países.
“Sete anos após este acordo entrar em vigor e no futuro, o limite de unidades de sistemas de lançamento (mísseis e bombardeiros) deve ser entre 500 e 1,1 mil e (o limite) de ogivas deve ser entre 1,5 mil e 1.675 unidades”, diz o entendimento inicial assinado pelos dois presidentes.
Pelas regras do tratado atualmente em vigor, cada um dos países pode possuir no máximo 2,22 mil ogivas posicionadas e 1,6 mil unidades dos chamados “veículos de lançamento”.
Segundo correspondentes, no entanto, mesmo com estas reduções, tanto Rússia quanto os Estados Unidos continuariam tendo capacidade nuclear para destruírem um ao outro por diversas vezes.
Fonte: BBC Brasil

Analfabetismo funcional Brasil


Analfabetismo funcional, para aqueles que não sabem, é aquele em que os indivíduos possuem estudo (pelo menos no papel), porém, continuam analfabetos.
A perda da qualidade da educação pública nas últimas décadas em detrimento do privado e a negligência dos governos em relação a qualidade (falta de material didático, salas lotadas, baixos salários, etc...) acompanhados do aumento dos problemas sociais do brasil que são refletidos na escola são determinantes para estes números, segundo estatísticas, a população brasileira frequenta mais a escola mas a qualidade do ensino não acompanha este crescimento.
Os números mostrados acima são preocupantes.
Luciano Costa

7.7.09

Modernidade...

Grandes aviões passam pelo céu
Novos aeroportos
Muitos arranha-ceus
Pontes e viadutos
Automóveis do ano

Mundo moderno...
Lá em casa, uma TV fininha
Falta, porém, o pão de cada dia
Não tenho avião para pousar no aeroporto
Não tenho carro para cruzar os viadutos

Naquele prédio eu não posso morar
Naquela escola meu filho não pode estudar
Sou moderno, não sou nada!
Não tenho casa, tenho um barraco
Minha rua tem barro e alguns ratos

De onde vim e para onde irei?
A lama é o meu lugar, em vida e em morte
Deus não morreu, mas o homem está vivo
Me chamam de cidadão mas sou estatística
Indigente, problema social, queria ser solução!

Modernidade para mim é um pedaço de pão
Modernidade é não lutar por um grão
Deito às 22 e levando às 05, ando igual um burro
Ponte? Não tenho carro!
Aeroporto? Não tenho avião!

Quero sim poder comer o pão!
Não tenho casinha nem casão
Tenho a modernidade na ficção da televisão
O que eu quero então?
Quero ser cidadão, esta é a minha modernidade!

Luciano Costa

2.7.09


"Democracia" sem a maioria.

O título deste texto reflete muito bem a história de toda a política brasileira.

Desde quando "éramos" colônia, passando pela "independência" do Brasil, no período chamado de império, república e chegando nos dias atuais a história é a mesma, trata-se de grupos conservadores no poder em uma república representativista, onde esta representa os interesses dos grupos elitistas.

Todas as "revoluções" de grande impacto e tomadas de poder partiu desta "elite" na defesa de seus interesses, sendo que as classes populares que apresentam a maioria esmagadora da população conseguiu apenas ser massacrada em algumas revoltas isoladas pelo Brasil, uma história de sangue e terror (Cabanada, Canudos, Conjurações mineira e baiana, MST, Movimento Operário, etc...) e assistir tudo o que acontecia.

A existência de uma verdadeira democracia depende basicamente de boas instituições políticas e de uma mentalidade social aberta aos valores de igualdade, liberdade e solidariedade. No Brasil não temos nem uma coisa nem outra, mas o trabalho mais urgente consiste em educar as novas gerações para a superação do espírito conservador que nos domina desde os tempos coloniais.

Em que consiste o conservadorismo brasileiro?

Após assistir a mais um fracasso de mais uma tentativa abolicionista por meio de lei, a Assembléia Geral em 1884 derrubara o ministério Dantas porque ousara propor a alforria de todos os escravos maiores de 60 anos sem indenização - Joaquim Nabuco desabafou: "O ideal conservador entre nós é a estagnação no embrutecimento, o rancor do exclusivismo, o silêncio na corrupção."

Demonstrando sua grande indignação o tribuno quis mostrar é que, para a mentalidade dominante , a injustiça social é sempre preferível à desordem, entendida esta como a possibilidade, sempre aberta numa democracia de mudança na hierarquia social.

A sociedade divide-se então, claramente em uma classe naturalmente governante e outra naturalmente governada, onde a predestinação deste sistema encontra-se na riqueza.

Homens de posse e seus auxiliares imediatos consagrados pelos diplômas universitários ( a "doutorice"), gozam de uma presunção universal de competência: não são para ser mandados e sim para mandar.

Na mentalidade conservadora a lei não é uma garantia de liberdade nem tampouco um instrumento de justiça, mas uma arma a fim de que a "ordem" na manutenção dos mesmos centros de poder social.

Toda a históris do Brasil demonstra que é possível manter e instituir as maiores injustiças num regime de "legalidade".

Um exemplo clássico foi o que sucedeu durante todo o período monárquico com a escravidão dos negros, onde a constituição de 1824 proclamava o princípio da liberdade pessoal e da igualdade de todos perante a lei.

No mesmo período, mulheres, escravos, pobres e analfabetos não eram tidos como cidadãos e apenas a elite participava das decisões políticas.

Enquanto isso os juristas e magistrados raciocinavam como se as normas constitucionais nada tivessem a ver com a legalidade, onde o que imperava soberanamente era a ordem proprietária.

Nos dias atuais, ao meu ver, houveram alguns avanços, porém, muito longe do ideal e esperado.

A questão racial por exemplo é muito debatida e segundo a Constituição Federal de 1988 é crime inafiançável e insuscetível de anistia, juntamente com prática de tortura, o tráfico de drogas e crimes hediondos. Existem muitas brechas que permitem várias interpretações e o cotidiano do Brasil ainda é tomado por violência política e urbana.

A idéia de que fazemos parte de uma sociedade cordial que repudia a violência e o preconceito contra raças e etnias é muitas vezes defendida por pessoas ou grupos que pretendem apresentar imagens de uma falsa convivência pacífica entre negros e brancos, pobres e ricos, etc..

Os conflitos inter-racial e social num país miscigenado e tão desigual como o Brasil remete ao desafio de ampliar de fato a democracia socioracial, onde o primeiro passo é reconhecer as diferenças.

Segundo indicadores internacionais, o Brasil, mesmo não sendo um país declaradamente racista, em seu manejo político-social é ainda mais perverso do que em países onde o racismo é reconhecido como problema.

O Brasil é um país racista e excludente! Constatação simples e óbvia, porém, ainda nos choca pois não é isso que queremos, este racismo e exclusão são difíceis de serem combatidos já que se escondem por trás de relações cordiais.

A cor significa no Brasil segregação social e muitas vezes não corresponde ao espaço já que não temos bairros de negros como nos EUA ou África do Sul, em relação a questão econômica e sociedade de classes, os pobres tem o seu lugar na cidade, assim, temos também a segregação espacial.

Desta forma, a democracia verdadeira está distânte, um sonho utópico visto que a maioria dos brasileiros são analfabetos políticos e não conseguem enxergar as relações de poder que os cercam, tornando uma revolução distante de acontecer, enquanto isso, as elites conservadoras continuam elegendo os governantes com financiamentos milionários de campanhas a fim de que a "ordem" de acordo com os seus interesses seja mantida.

Educar é preciso!

Luciano Costa

1.7.09

Migrações: O mundo em movimento

Texto sobre migrações:

MIGRAÇÕES.doc

Luciano Costa

Cidades planejadas na atualidade - Belo Horizonte

Situação das cidades planejadas na atualidade, o caso de BH:

bh.doc

Luciano Costa

União Européia.

Saiba tudo sobre a União Européia:

UNIÃO EUROPÉIA.doc


Luciano Costa

Zona da Mata Mineira

Saiba tudo sobre a geografia da zona da Mata Mineira:

Como o texto é muito longo eu postei neste endereço que pretendo utilizar para textos extensos:

ZONA DA MATA.doc

Luciano Costa


A geopolítica do sistema-mundo - papel das cidades globais e tecnopólos


Segundo Dollfus, “O poderio mundial se exerce numa concentração geográfica de poderes”, isso é uma realidade no contexto em que vivemos definido pelo mesmo por Sistema-Mundo, que é caracterizado pela concentração de poder nas mãos de alguns países pólos que através do sistema de redes exercem controle sobre vários territórios do mundo que ora estão sob as suas influências.

Desta forma, o poderio mundial está concentrado nas mãos de alguns países imperialistas que chegaram a esta condição devido à acumulação de riquezas oriundas de várias fontes, dentre elas a tomada de territórios no passado a fim de explorarem os recursos, obter mão de obra barata ou conseguir mercado consumidor para a sua produção, possibilitando a obtenção de recursos a fim de se industrializarem e serem beneficiados com a revolução industrial e os paradigmas globais da atualidade.

Alguns pólos como os EUA por exemplo foram colônias de povoamento, o que possibilitou um crescimento não tardio, e uma expansão ainda maior à partir das duas grandes guerras que tiveram como palco a Europa onde se concentravam as grandes potências, assim, os EUA se tornaram fortalecidos, sendo grande fornecedor de armas e outros produtos para a sobrevivência dos europeus, o que alavancou ainda mais a sua indústria.

O poderio se expressa de várias formas, entre elas através do avanço das empresas multinacionais que buscam nos "países-colônia" um menor custo de produção ou um mercado consumidor, dependendo do segmento, através da difusão da cultura nos países influenciados através dos meios de comunicação, onde muitos deles como TV, Rádio e Internet pertencem às empresas com sedes nos países Imperialistas, buscando impregnar uma cultura comodista, à margem do saber político e que não consiga refletir sobre tal situação, também é expressado pela difusão da língua estrangeira, onde como exemplo podemos citar o Inglês que é considerado uma língua mundial, sendo que em séculos passados tinha uma pequena área de influência, assim, na era da globalização podemos dizer que a influência imperialista se torna ainda maior devido a facilidade com que circulam os fluxos através das redes, e com a facilidade de difusão econômica das grandes corporações e Estados Capitalistas, o que torna o domínio mais facilitado, enquanto as técnicas são utilizadas para este fim, o Sistema-Mundo contribui para que isso cresça diante de um Mundo em que os países imperialistas sejam os possuidores dos benefícios oriundos da difusão das técnicas, assim, são donos do poderio mundial a partir da concentração desse poder pelos aspectos citados.

No Sistema-Mundo, as chamadas cidades globais e os tecnopolos tem um papel muito importante para a manutenção do sistema atual, isso porque é neles que os fluxos circulam com maior intensidade, sendo neles que circulam a maior parte das informações financeiras, sendo cidades tidas como administradoras do sistema, segundo dados, 98% destas informações circulam no Pólo Norte, é também nestas cidades que é investido uma enorme parcela do capital destinado à criação de novas tecnologias, desta forma o controle econômico se torna ainda mais acentuado.

São nos tecnopólos que existem mentes que buscam a criação de novas tecnologias, sendo financiadas pelo capital que busca uma expansão constante no Sistema-Mundo capitalista, assim, estas tecnologias são exportadas para os países que não possuem investimento nesta área, que normalmente são os países sob influência imperialista, essas tecnologias são lançadas no mercado, ao mesmo tempo que o consumismo exacerbado é estimulado, ainda que a renda da maioria das populações não permita a manutenção de tais regalias, porém, existem vários apelos lançados em nossas mentes dia após dia, pelas empresas detentoras da mídia, muitas tecnologias são vendidas aos próprios governos onde são utilizadas para diversos fins pois são impossibilitadas de produzir tal tecnologia. As cidades globais e os tecnopólos são essenciais para a manutenção desse sistema exploratório e acumulatório onde o capital está acima de qualquer qualquer, mesmo que seja em prol da manutenção da vida humana.

Segundo o que já foi explanado anteriormente , a globalização não atinge a todo o espaço geográfico, isso porque os benefícios desta são aproveitados por uma minoria da sociedade, isso devido a fatores históricos de acumulação de lucro e fragmentação do espaço através da busca de ares de domínio pelas grandes potências imperialistas, sem falar na evidente má distribuição de renda e do sistema de produção onde os donos dos meios de produção exploram os trabalhadores a fim de extraírem a mais-valia e acumularem o lucro, num sistema excludente que beneficia uma minoria da sociedade e que tem aumentado assustadoramente os níveis de pobreza pelo mundo, fazendo com que muitos vivam se alimentando dos restos dos porcos, enquanto outros se alimentam e consomem finas especiarias e vivem a lançar migalhas para os excluídos que são muitas vezes chamados de irmãos.

Essa contradição se torna muito mais acentuada nos países subdesenvolvidos. Desta forma, a globalização não atinge uniformemente todo o espaço geográfico, com exemplos podemos citar o não acesso de todos à informática por exemplo, onde, muitos sequer sabem ligar um computador ou sabem o que é internet e outros já navegam por grande parte de sua existência nessa teia global, essa tecnologia tem muitos mais adeptos de acordo com o nível de desenvolvimento de determinados países, sendo que o número de equipamento diminui de acordo com os níveis de pobreza de um país, sendo que em alguns países um computador é pode ser uma raridade, como exemplos podemos citar os países da periferia deprimida da África e até mesmo algumas cidades do norte e nordeste brasileiro.

Na difusão do conhecimento a maior parte da população é alienada e nem imagina o que se passa a sua volta, não lutam, portanto, contra ideologias dominantes próprias do sistema-mundo atual, sem falar na diferenciação dos espaços onde muitos pobres nem sequer podem pisar em determinados espaços destinados a "nata" da sociedade capitalista, é bom lembrar que muitos nem podem ir ao centro de sua própria cidade ou em determinados estabelecimentos comerciais, vivendo no anonimato no mundo sem fronteiras que a mídia tem nos enfiado pelas gargantas como uma fábula.

Escrito em 2007

Luciano Costa
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