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30.6.09

Reflexões sobre o agrário na atualidade.

Após Revolução Industrial e com a intensificação da busca da produção da mais-valia e acumulação de capital as relações de trabalho e produção sofreram mudanças significativas, com a introdução de novas tecnologias, o que é constante em nossos dias e com o desenvolvimento de uma sociedade de classes onde os burgueses (detentores dos meios de produção) e o proletariado (trabalhadores) tem vivido uma relação em que os trabalhadores tem uma relação diferenciada com a terra, onde os proprietários pagam pela força de trabalho, compram como mercadorias aqueles que trabalham na produção e através da espoliação retiram a mais valia, onde a produção paga o salário dos empregados, subsidia a seqüência da produção e os investimentos para futuros ganhos e retira-se o lucro, o trabalhador trabalha em parte do processo de produção devido à divisão do trabalho e não é o proprietário das terras em que trabalha, essa é a relação que comumente verificamos no contexto rural dos grandes latifúndios de hoje.

Desta forma a linda relação existente entre o homem-terra e homem-homem em que plantava-se aquilo que serviria para própria a subsistência, a terra servindo como fonte de vida sem a intervenção capitalista e os homens vivendo em plena harmonia, num bonito sistema comunista em que as desigualdades eram mínimas e que todos tinham na própria terra e não no supermercado o seu sustento, plantavam e colhiam e não compravam, assim não corriam o risco de não ter o que comer, salvo em caso de alguns problemas de ordem natural, assim, o há um distanciamento do homem com a terra, o afeto pela terra vem perdendo o sentido ao longo da história fazendo dessa relação harmônica uma relação perversa que massacra a grande maioria baseada no capital, onde este é o grande Deus do nosso século, criando um clima de concorrência e de ganância e uma crise de identidade muito grande onde o Ter é muito mais importante do que o Ser e muitas vezes temos que escolher entre o ruim e o péssimo ou entre o mais ou menos e o ruim para continuarmos a grande luta pela sobrevivência, muitas vezes nos privando de momentos de diversão ou de confraternização familiar, trabalhando muitas horas por dia, sendo espoliados e vivendo como mercadorias ou máquinas.

No caso específico do campo, com o rápido desenvolvimento das indústrias e conseqüentemente o crescimento da urbanização, com a mecanização do campo muitos tem abandonado as áreas rurais a fim de buscar algo novo nas cidades, na área urbana, já que o capital exige que a produção seja rápida e com baixos custos, isto a máquina faz muito melhor do que o homem e a máquina atende muito melhor os interesses capitalistas sem sombra de dúvidas, assim, seja porque perderam o emprego para esse grande concorrente (a máquina), seja porque perderam o mercado para os grandes latifúndios (caso dos pequenos produtores), e se viram obrigados à vender as suas propriedades e buscar algo melhor que muitas vezes se torna pior, o homem se torna um mero operador de máquinas e as periferias das cidades estão cada dia mais povoadas por muitos vindos das áreas rurais causando muitas vezes um caos urbano.

Sem sombra de dúvidas o rural tem passado por inúmeras transformações nos últimos tempos, o que vem trazer uma preocupação para aqueles que estudam a sociedade e o espaço geográfico já que todo espaço é um espaço social, dessa forma é alvo de preocupação, estudos e experiências voltados para a sociedade pois se não for nada disso tem valor, destacarei adiante em poucas linhas alguns aspectos, conflitos e temas que são de importante discussão ao pensarmos o novo rural e buscarmos alternativas que vem beneficiar a sociedade e incentivar pensamentos que tragam dias melhores para um povo, uma tentativa de fazer com que brilhe uma luz em meio à escuridão que muitas vezes tem cegado à muitos e apagado a expectativa de uma vida melhor para aqueles que sofrem.

Devido à aspectos históricos de propriedade, algo que vem desde o “descobrimento” do Brasil, que se arrastou pelo Brasil colônia, Império, República, existe uma grande massa de grupos excluídos, os chamados sem-sem que não tem terras, não tem emprego, não tem nada, enquanto existem porções de terra enormes nas mãos de poucos que de forma alguma dividem aquilo que tem, muitas dessas terras pertencem ao governo, muitas são improdutivas mas o Ter e manter o status muitas vezes fala mais alto do que o repartir em um ato de solidariedade, nesse contexto se organizaram vários movimentos sociais a fim de buscar aquilo que lhes é de direito constitucionalmente falando, todos tem direito à moradia e todos os imóveis devem ter uma função social, diante disso acontecem inúmeros conflitos, muitos deles sangrentos oriundos dessa luta nessa sociedade de classes em que 6% da população detém 60% dos recursos, enfim, a má distribuição de renda é a fonte de inúmeros males e os conflitos são inevitáveis, os movimentos sociais vem buscar os seus direitos, querem uma parte daquilo que teoricamente é para todos, salvo algumas exceções, pessoas que se aproveitam dessa situação, o que acontece em todos os lugares, a efetiva reforma agrária é sonhada por todos e tem sido algo muito discutido nos últimos tempos, tem havido no governo atual inúmeros assentamentos porém ainda é muito pouco diante da quantidade de pessoas excluídas existentes, acredito que a reforma só vai surtir efeito à partir do momento que deixar de ser reforma, deixar de querer reformar o velho e se transformar em uma revolução, sim, uma revolução pois é urgente que se pense na sociedade de forma geral, é hora de evitar o derramamento de sangue e de alimentarmos aqueles que tem fome e que morrem sem condições, chega de assistirmos futebol enquanto muitos morrem de fome tendo o que comer, se alimentando de forma inadequada, muitas vezes de farinha ou de caranguejo, muitas vezes não tendo nem isto,comendo o resto dos porcos nos lixões em condições sub-humanas numa existência podre nesse mundo perverso.

Nesses tempos a biotecnologia e a transgenia tem sido uma fascinação mundial, os grandes grupos econômicos fazem crescer a produção de forma que atenda às “necessidades” de uma sociedade consumista, criada especialmente devido à influência dos meios de comunicação a fim de que sejam os consumidores dos produtos fabricados, o que importa é o lucro, a saúde é uma bobagem.... por isso não importa que esse tipo de produto mate a muitos, não importa, a vida perde o valor, o importante é degustar um delicioso veneno e morrer aos poucos, isso é importante, o estímulo ao consumo, muitas vezes cientes dos riscos do consumo dos produtos transformados geneticamente, muitas vezes nem sabendo os riscos, mas estimulando o consumo apenas para manter a produção de mais valia, o agrobusiness é o que vem movimentar o mundo dos negócios no meio rural pelos grandes proprietários, onde muitas vezes a produção destina-se ao mercado externo e não para o nosso próprio abastecimento como o caso da soja que não é um produto típico brasileiro salvo o óleo de soja.

Diante desse domínio capitalista e por estar sendo engolido pelo sistema o pequeno produtor tem buscado alternativas para continuar vivo num ambiente em que é pregada a morte e a concorrência, assim sendo, este tem buscado investir em outros mercados atendendo muitas vezes o mercado regional, as feiras ao redor, os pequenos estabelecimentos comerciais, etc... não entrando na área de abrangência dos grandes latifundiários, muitas vezes se vêem obrigados à partir para outro tipo de produção, outros produtos que não estejam englobados naqueles que são produzidos pelo grande produtor, muitas vezes investe na qualidade de vida ao nos alimentarmos em produtos sem agrotóxicos, não industrializados aos quais tem havido uma preocupação nos últimos tempos com a qualidade do que consumimos, isso é um nicho de mercado nos dias atuais, muitos pequenos produtores se reúnem em cooperativas a fim de se fortalecerem e de continuar competitivos no mercado em uma ajuda mútua que traz consigo vários benefícios.

Outra coisa a ser destacada é o conceito de sustentabilidade que não é algo buscado pelos grandes produtores, onde esse próprio conceito é tido como forma de sustentar a riqueza hegemônica daqueles que muito tem, o conceito de sustentabilidade que deveria abranger toda a população rural, onde todos teriam condições de sobreviver de forma digna, de igual forma a preservação da natureza a fim de que as gerações futuras sejam beneficiadas é algo totalmente utópico onde vemos o desmatamento constante de florestas a fim plantar soja e outros produtos que visam atender a demanda internacional, dessa forma o nosso futuro está cada vez mais ameaçado pela tecnologia utilizada sem os devidos cuidados, muitos tem morrido de câncer devido ao uso de produtos químicos, a introdução de hormônios em animais tem formado uma população doente, obesa e com vários distúrbios hormonais, desenvolvimento precoce de crianças, etc...

Novas culturas são introduzidas no campo, na era da globalização os meios globalizantes tem alcançado a passos largos o meio rural, a internet está em várias residências, TV, e outros hábitos ora urbanos tem tomado conta do morador rural, sendo assim, a visão que ora tínhamos de um rural atrasado com artigos arcaicos, pessoas alienadas do mundo em que vivemos é jogado por terra e dando lugar a um novo rural integrante da globalização perversa, estimulando o consumo, a concorrência e massacre, etc... outros tipos de atividades tem sido desenvolvidas no meio rural, falo das ORNAS (Ocupações Rurais Não Agrícolas) onde pessoas querem incorporar o rural em sua qualidade de vida, muitos buscam residir em áreas rurais buscando um conforto e melhores condições de vida, grande parte desses moradores são aposentados que buscam desfrutar do restante de vida no sossego de uma roça, muitos adquirem propriedades a fim de reunir a família nos fins de semana para momentos de lazer e nesse contexto os trabalhadores que ora estavam envolvidos em atividades agrícolas começam a prestar outros tipos de serviços como de pedreiro, caseiro, pintor, eletricista, empregado doméstico, etc... é o que lhes resta... quando resta já que muitos não sabem fazer outra coisa á não ser trabalhar no campo e se vêem diante de todas as dificuldades que já foram explicitadas acima.

O investimento na agricultura familiar é na visão de alguns especialistas uma forma de tentar retornar ao modelo harmônico que eu citei no início e uma alternativa para todos os excluídos, porém, como todos sabemos, são os grupos econômicos que ditam a política de um país, dessa forma os investimentos para essa atividade é relativamente baixo, principalmente em se tratando de Brasil, existem países que desenvolveram esta atividade e proporcionaram uma volta harmônica de pessoas ao campo a fim de viverem aquilo que faz parte de sua essência.

O turismo rural também é uma atividade bem explorada nos dias atuais tendo um grande potencial econômico e trazendo renda para as localidades que são visitadas, porém os gastos para se manter uma cidade esteticamente bonita e que não vai causar uma repulsão é bastante alto e em muitos lugares os recursos são para outros fins e não investidos nas cidades, o que torna muito difícil esta tarefa, já que muitas vezes interesses das elites políticas estão acima dos interesses da sociedade.

Desta forma, acredito que se houver um estímulo ao estudo de casos, se houver uma atenção maior de nossas autoridades que tem o poder de fazer mudanças, se todas as questões levantadas acima forem levadas a sério poderemos com certeza trazer melhorias e buscar atender todos aqueles que necessitam de atenção especial e urgente em nossos dias antes que seja tarde, precisamos escolher representantes que deixem de atender as suas ideologias particulares e pensem no bem comum, afinal os escolhemos para nos representar e não para representar a si próprios, devemos cobrar mais, reivindicar direitos e deixar de concordar e aceitar as migalhas sociais que nos oferecem todos os dias.

É hora de mudança, Já!

Texto escrito em 2007

Luciano Costa

Informação e conhecimento - Saber tudo para não saber nada

Eu sei sim..
O nome do ator da novela das 8
Sei o nome do presidente afro-norte-americano
Sei o nome do presidente da França

Sei das fofocas do dia
Sei que a violência tá aumentando
Sei que a água está se esgotando
Sei que meu bairro está um inferno

O meu é o inferno
Minha rua sem capina
O hospital sem médico
A polícia nem se fala

Sei que o presidente matou a mosca
Sei também que o Brasil é corrupto
Que a crise está pegando
E que morreu o rei do pop rock

Sei tudo e não sei nada
Sei que a vida é ruim, mas não sei o porque
Sei que sou escravo, mas acho tudo normal
Sei de onde vim, porém não sei meu fim

Não sei geografia e história
Não sei matemática e português
Ciências ou física
Tudo me é estranho

Não sei política, não sei economia
Pago o dobro da TV
Pago três geladeiras
Sou burro de carga do meu chefe

Meu salário, que salário?
Trabalho e não vejo dinheiro
Tudo o que eu sei, era melhor nada saber
Pois toda informação me levam pro inferno

Alienado eu sou
Sou povão brasileiro
Que vende o almoço e compra a janta
Sei tudo e não sei nada...

E assim a vida passa...
Somos como avestruzes e vira-latas
Aceitamos as migalhas
Em um viver sem graça.

Luciano Costa

29.6.09

Honduras e as ditaduras militares


Honduras, país da América Central, independente em 1821 da Espanha e com graves problemas socioeconômicos, sendo sua economia baseada na exportação de produtos primários, como a banana, o café e o ouro, sofreu esta semana um atentado à liberdade e "democracia", trata-se do golpe militar contra o presidente eleito diretamente pelo povo em 2005, Manuel Zelaya.

O golpe é um a tentado aos direitos humanos e uma volta a um recente passado, o do subcontinente chamado de América Latina que sofreu com regimes autoritários de direita, golpistas e opressores, nos anos 60 e 70 (com apoio dos EUA).

O presidente foi violentamente deposto e conduzido a força para o exílio na Costa Rica.

O motivo principal do golpe seria uma proposta em que os eleitores teriam que responder a seguinte pergunta: “Está de acordo com que nas eleições gerais de novembro de 2009 se instale uma quarta urna para decidir sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte que aprove uma nova Constituição política?” Um motivo banal, algo inaceitável.

Manuel Zelaya estava também em conflito com o Congresso (inclusive o partido dele), a Justiça e as Forças Armadas. O presidente Manuel Zelaya queria que as eleições gerais de 29 de novembro - quando seriam eleitos o presidente, congressistas e lideranças municipais - tivesse mais uma consulta, sobre a possibilidade de se mudar a Constituição do país.

Segundo sua proposta, os eleitores decidiriam nessa consulta se desejavam que se convocasse uma Assembleia Constituinte para reformar a Carta Magna.Os críticos de Zelaya afirmam que sua intenção é mudar o marco jurídico do país para poder se reeleger, o que é vetado pela atual Constituição.

O presidente poderia estar até errado, inclusiver ser impedido pelo congresso de realizar tal pesquisa, agora um golpe contra o governo eleito é demais já que ele propôs uma votação e não impôs coisa alguma.

A OEA condenou o golpe, os EUA reconhecem em Zelaya o presidente de Honduras, vários países latino-americanos seguiram a decisão da OEA, inclusive o governo brasileiro. O presidente Lula inclusive ordenou o cancelamento da viagem do embaixador brasileiro de volta para honduras já que ele estava de férias no Brasil.

O objetivo de muitos paises é isolar o novo governo golpista de honduras como forma de retornar à condição anterior do país.

Canais de TV e rádio já foram bloqueados pelo novo governo.

Espero que possa ser estabelecida também uma "democracia realmente democrática" onde a questão da cidadania seja realmente levada a sério e onde todos tenham acesso aos serviços sociais básicos, um problema de uma grande porção da população mundial, muito mais do que uma mera organização política.

Luciano Costa

28.6.09

Estudo errado - Versão de um professor



Professor, fessor, profe, mestre, doutor
Aprendo errado, estou na escola
Mas não sei onde estou
Estou no celular, estou no computador

Estou no MP3, estou lá na rua
Meu corpo está aqui, minha mente está lá
Estou lá na novela, tudo vai bem
Ricos e pobres são iguais

Mesmas festas, mesmos lugares
Brasil, Índia, Paraguai, Uruguai
Argentina, Estados Unidos
Então pra que estudar fessô se tudo vai muito bem?

Não quero saber de geo, nem de física
"Portugueis" e "Matemaltica"
Pra que estas bobagens se a TV está na sala
Isso é o que importa, diversão para minhas tardes!

Minha mãe já não importa, meu pai ta no buteco
Meu dever não quero fazer mesmo tendo quem ajude
Minha pipa ta na lage, meus mano tão na rua
Então vou lá, que a escola e o futuro se exploda.

Na sala de aula, o papo está muito bom
O professor que é um mala, ta falando de montão
Eu não quero nem saber, eu quero é diversão
E o futuro que se exploda!

Aulas atrativas, a gente bem que gosta
Mas qualquer atividade diferente
É motivo de baderna, então haja
Quadro, Giz e Saliva.

Fessô a culpa é sua, eu vi na televisão
Que o sistema está um caos pela sua atuação
Você ganha muito e não pode greve não
Fessô a culpa é sua, do sistema e da sociedade não é não

Minha mãe é diarista, meu pai é traficante
Meu sonho professor, é ser engraxate
Visão de futuro? Revolução social? Que isso?
Nem sei o que é futuro, nem sei que é revolução!

O que estou fazendo no mundo então?
Brigando com os mano por um pedaço de pão!
E o tempo vai passando, vai passando
Até que chegue o caixão, esse é o futuro!

Professor prepara a aula, com carinho e atenção
Impossível lecionar, um cidadão contra um montão
30, 40, 50 pessoas, 50 minutos de não-atenção
Esta é a educação, sem material e sem condição

Estudar, para quê me interessar?
No fim do ano, sempre dão um jeitinho brasileiro
Sou número, não sou cidadão
Tenho diploma e sou analfabeto

E você aprende errado, aprende muito errado
Aprende até mesmo, até mesmo
Que a culpa, que toda a culpa
É do professor que ensina errado!

E o povo se engana... se engana...
Povo coitado que vive açoitado
Não por chicotes,
Mas pela ignorância estrutural.

Luciano Costa

Alguns são mais iguais que outros.

Em artigo publicado na revista francesa Témoignage Chrétien, o sociólogo mineiro Herbert de Souza afirmou: " A modernidade produziu um mundo menor do que a humanidade." Nesse mundo menor, parece estar comprovada a desestruturação dos princípios oriundos da Revolução Francesa, centrados na liberdade, fraternidade e igualdade. Em detrimento a uma maioria de excluídos, formou-se um Estado burguês e liberal, garantia de uma ordem na qual alguns são mais iguais que outros.

Desde o "século das luzes", gerações sucessivas vêm debatendo no mundo inteiro a questão da democracia. Levou-se muito tempo para de concluir que a democracia está ligada à ética. Democracia não deve ser mais sinônimo de exclusão, corrupção e miséria, que é imoral. Talvez seja o maior crime que a sociedade possa praticar.

Liberdade, igualdade e fraternidade, para quem? A resposta pode ser encontrada nos quatro cantos do mundo. No Brasil encontram-se nos famintos e os indigentes, nas crianças abandonadas, nas mulheres discriminadas, nos índios, na exclusão social dos negros, enfim, em todas as pessoas que de algum modo foram colocadas à margem da sociedade.

Em 1789, quando os revolucionários franceses levantaram a bandeira tricolor simbolizando liberté, egalité, fraternité, em um dos maiores movimentos da história do ocidente, ninguém poderia imaginar que 200 anos mais tarde a humanidade assistiria apaticamente à fome e à violência racial em vastas regiões da África, ao neonazismo, aos conflitos étnicos na Europa, ao massacre dos sem-terra no Brasil e dos Palestinos em Gaza e a tantos outros genocídios que o homem vem cometendo contra o próprio homem.

Fonte: Livro "História das Cavernas ao Terceiro Milênio" com adaptações.

27.6.09

Como se forma um furacão

Clique sobre a imagem para visualizar.


25.6.09


Declaração de amor à natureza

"O que ocorrer com a terra, recairá sobre os filhos da terra. Há uma ligação em tudo."

No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras, oferecendo em contrapartida a concessão de uma outra ‘reserva’. O texto da resposta do Chefe Seattle, distribuído pela ONU (Programa para o Meio Ambiente) e aqui publicado na íntegra, tem sido considerado através dos tempos, um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa ao meio ambiente.

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrado para o meu povo. Cada ramo brilhante de um planura, cana punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas imãs: o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas Campinas, o calor do corpo do potro e o homem - todos pertencem à mesma família. Portanto. quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós.

O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil!. Esta terra é sagrada para nós. Essa água brilhante que corre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar a suas crianças que ela e sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças ao vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai na terra aquilo de que necessita. A terra não e sua irmã, mas sua inimiga, e quando ela a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto

Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não o compreenda. Não há um lugar quieto na cidade do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído carece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou debate dos sapos ao redor de uma lagoa. à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespado a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro.. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem a passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar a suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem a suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo o que ocorrer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence á terra. isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que o possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pelo força de Deus que os trouxe a esta terra e, por alguma razão especial, lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sujam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É o fim da vida e o início da sobrevivência.

Libertem a Palestina!

Hamas rejeita condições de Israel para Estado palestino

Meshall afirma que condições propostas por Israel são um "absurdo"

O líder político exilado do grupo palestino Hamas, Khaled Meshaal, rejeitou nesta quinta-feira as condições propostas pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para a criação de um Estado palestino.

Em um discurso transmitido ao vivo pela televisão, Meshaal condenou a proposta de Netanyahu para que os palestinos reconheçam Israel como um Estado judeu. Para o líder do Hamas, o Estado palestino proposto pelo primeiro-ministro israelense "não seria mais do que uma grande prisão".

"Nós rejeitamos totalmente a posição de Israel, especialmente no que diz respeito à visão de Netanyahu sobre o Estado palestino, seus territórios e fronteiras, e a condição de desmilitarização", afirmou Meshaal. "Esse Estado, em que Netanyahu quer controlar as terras, as fronteiras marítimas e o espaço aéreo, é um absurdo."

Apesar das críticas às propostas de Israel, o líder do Hamas elogiou as atitudes recentes do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de tentar retomar as negociações de paz.

Khaled Meshaal também manifestou apoio aos esforços para reconciliar o Hamas com a Autoridade Palestina, que é controlada pelo grupo rival Fatah e que recentemente libertou membros do Hamas como um gesto de "boa vontade".

Condições

As propostas de Netanyahu sobre o processo de paz foram apresentadas no último dia 14, durante um discurso considerado histórico.

O primeiro-ministro afirmou que Israel estaria preparado para apoiar a criação de um Estado palestino, mas somente com a condição de que seja totalmente desmilitarizado e de que os palestinos também se comprometam com o reconhecimento de Israel.

"Se nós recebermos essa garantia de desmilitarização e das medidas de segurança exigidas por Israel, e se os palestinos reconhecerem Israel como a nação do povo judeu, nós estaremos preparados para um verdadeiro acordo de paz, para alcançar uma solução de um Estado palestino desmilitarizado ao lado do Estado judeu", disse Netanyahu.

Ao apresentar as novas propostas de seu país para a paz no Oriente Médio, o primeiro-ministro disse que Israel não quer dominar os palestinos.

Segundo Netanyahu, cada lado deve ter sua própria bandeira, governo e hino nacional.
No entanto, o premiê israelense disse que um Estado palestino não deve ter um Exército, o controle de seu espaço aéreo ou maneiras de contrabandear armas. Caso contrário, disse Netanyahu, um novo Estado armado poderia emergir como o que atualmente há em Gaza - região controlada pelo Hamas.


Logo após o discurso, um porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que as palavras do primeiro-ministro israelense eram uma "sabotagem" aos esforços pela paz no Oriente Médio.

Fonte: BBC Brasil
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Ainda existe quem apoie este desrespeito ao ser humano e a vida.

A própria reportagem por si só já demonstra o que quer o Estado israelense com a criação do Estado palestino segundo as suas propostas: - Continuar com a onda de terror que ja pratica a anos contra os palestinos e continuar a mantê-los como prisineiros em sua própria terra.

Os esforços do "pacificador" Barack Obama na verdade são para que se crie um Estado de falácia, a opinião pública mundial elogie o ato, porém, nada mude com relação aos problemas naquela região.

Na minha opinião, o maior perigo para o mundo hoje são estas potências armadas, inclusive Israel que possui armamento nuclear e sempre se viu livre de sanções da ONU devido defender interesses norte-americanos no Oriente Médio.

É muita cara-de-pau dizer que uma nação possuir hino, bandeira e governo está realmente independente e liberta, é o mesmo de dizer que "votar é ser cidadão", assim como pensam muitos na sociedade, na verdade, ser cidadão é ter seus direitos respeitados e uma vida digna, o que vai além de hinos e bandeiras.

Para um Estado que recebe bilhões dos norte-americanos para manutenção de seu arsenal bélico e não move uma palha para desmilitarizar a si próprio é muito fácil criticar o mundo e é isso que faz o "clube militar" do planeta, os maiores terroristas.

Sem soberania não ha liberdade, sem liberdade não ha de fato um Estado, sem de fato a criação do Estado Palestino não ha paz.

Enquanto isso imperam as mentiras e as hipocrisias que são o combustível deste mundo.

Luciano Costa

Leia mais sobre o assunto:

http://www.lucianogeo.com/2009/06/sobre-luta-dos-palestinos-pela.html

24.6.09

Criminosos.

Os maiores criminosos não estão presos em cadeias já que eles possuem as suas chaves.

Luciano Costa

Casas realmente populares...


Novos fusos horários brasileiros.




Os fusos horários brasileiros sofreram alterações em 2008, porém muitos ainda não sabem desta informação e muitos livros didáticos não trouxeram esta informação:


A partir de 24 de junho de 2008, o Brasil passou a ter apenas 03 fusos horários. O último fuso (75º W) que abrangia parte do Acre e parte do Amazonas, foi extinto. Essas áreas foram incorporadas ao fuso anterior (60º W). A parte do Pará que utilizava o fuso 60º W foi deslocada para o fuso oficial do Brasil (45º W), ficando todo o estado paraense nesse fuso.

23.6.09

Pessoas comuns.


Esta semana pudemos acompanhar mais uma declaração infeliz entre muitas do nosso presidente Lula:

- "Sarney não pode ser tratado como pessoa comum."

Esta declaração expressa muito bem como é o pensamento de grande parte dos políticos de nosso país, eu ja havia ouvido algo semelhante da boca de um vereador de uma cidade vizinha que propôs um grande aumento de seu salário alegando que estava ganhando como uma pessoa comum.

Todos sabem que eu defendo em vários pontos o governo do nordestino e metalúrgico que agora governa o nosso país, porém também sou crítico ferrenho em outras oportunidades.

É inaceitável um comentário como este de um governo dito "democrático" como o brasileiro e onde se fala tanto em igualdade entre as pessoas. Todos sabemos que tudo isto é apenas falácia e é justamente na "democracia" representativa que se encontram as maiores desigualdades e exclusão social.

Ora, segundo o que deixou a entender o discurso de Lula, uma pessoa comum pode ser tratada com injustiças, enquanto a elite política de nosso país deve te um tratamento diferenciado, desta forma, todas as denúncias que estão sndo feitas contra o Sarney são injustas, já que este pertence a uma "casta" superior, coitadinho!

Só lembrando que Sarney foi presidente da ARENA, partido que deu sustentação a ditadura militar que Lula corajosamente combateu, e sua família governa por mais de 40 anos um dos piores estados brasileiros em qualidade de vida, o Maranhão.

Infelizmente, nossos representantes pensar ser "eleitos de Deus" e não do povo, já que pouco se fizcaliza os seus atos neste país, daí fazem valer o seu próprio direito de serem superiores e aquele papo de que todos os cidadãos são iguais perante às leis só vale para nós "cidadãos comuns", os "dalits" da sociedade ocidental, o que fez o nosso presidente ao proferir tal discurso no Cazaquistão foi oficializar a nossa "sociedade de castas".

Muitas pessoas se orgulham de serem "pessoas comuns" e poetas como Carlos Drmond de Andrade exaltam esta posição em seus poemas, porém, muitos querem se exaltar, assim como Lula exalta Sarney ao dizer que ele não pode ser tratado como uma pessoa comum por causa de sua história, história esta que nem sempre foi respeitada pelo próprio Lula que chamou o agora "colega" Sarney de "grileiro" e "grande ladrão".

O próprio presidente do senado se considera fora do comum e não se conforma com a "njustiça do país" em julgá-lo se surpreendendo como se uso indevido do dinheiro público com nepotismo e auxílio moradia fosse algo normal, direitos naturais.

Para ele, o Brasil lhe deve por muitos serviços prestados!

Seus sete parentes empregados na casa, os vários escândalos que se sucedem e os 10 mil funcionários para 81 senadores, pagamento de horas extras durante os recessos e os quase mil decretos secretos são coisas super normais.

Nada justifica a indignação da sociedade, afinal a crise não é dele, mas do senado, diz Sarney!

Lula não iniciou no mundo este jeito de fazer política, mas está trilhando por ele, a popularidade interna e o prestígio externo lhe conferiram uma grande arrogância capaz de acabar com os escrúpulos, assim como no regime militar que ele combatia e o Sarney defendia.

Luciano Costa

21.6.09

Dias...

"Só existem dois dias do ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." - Dalai Lama

A difícil arte de dizer não aos filhos.


Você costuma dizer "não" aos seus filhos?
Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?
Uma conhecida educadora do nosso País alerta que não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.
Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem?
Por que não satisfaze-los?
Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas?
Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que faze-lo pensar nos outros?
E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"...
O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os filhos.
Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos. Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer "não", porque ele já tem outros dez ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter.
Estamos, indiretamente, valorizando o ser. Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.
Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com muita "flexibilidade" ética, para não dizer desonesto. Caso contrário, como conseguir tudo?
Como aceitar qualquer derrota, qualquer "não" se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal? Não se defende a idéia de que se crie um ser acomodado sem ambições e derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida às vezes se ganha, e, em outras, se perde.
Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que alguém lhe dará tudo, sempre, e de "mão beijada"
Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas consumismo caprichoso. Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável.
Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer.
Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa.
Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na importância de aprender a difícil arte de dizer não. Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.
***
O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.
Todos temos responsabilidades no contexto da vida, nas realizações humanas, nas atividades sociais, membros que somos da família universal.
Fonte: Texto recebido por e-mail de autoria desconhecida.

Sobre a luta dos palestinos pela libertação.

Para pensar:

" Diz a lenda religiosa que Deus prometeu aos judeus um lar na Palestina. Mas nunca teria prometido expulsar os árabes cananeus da Palestina, nem tampouco falou com Moisés, nem com Abraão para matar os palestinos ou os árabes cananeus. Por isso, eu não concordo com a história que diz que eles são os donos da Palestina, pois ficaram pouco tempo nela, especialmente em Jerusalém, e nunca ocuparam toda a região." ( Hassan El-Emleh - Deputado do Conselho Nacional Palestino em 1991).

Que a luta dos irmãos palestinos não caia no esquecimento e só volte a ser lembrada pelos meios de comunicação nos momentos de massacre de seu povo como a alguns meses.

Luciano Costa

Leia mais sobre o assunto:

http://comgraca.blogspot.com/2009/01/cada-bomba-um-amm-ainda-sobre-o.html

http://comgraca.blogspot.com/2009/01/planeta-sangue.html

http://comgraca.blogspot.com/2009/01/gaza-e-hipocrisia-dos-lderes-mundiais.html

http://comgraca.blogspot.com/2009/01/tempo-espao-e-sociedade-como-separ-los.html

http://comgraca.blogspot.com/2009/01/mdia-e-o-conflito-na-faixa-de-gaza.html

http://comgraca.blogspot.com/2009/01/carta-israel-voc-no-do-povo-escolhido.html

http://comgraca.blogspot.com/2009/01/nova-bandeira-de-israel.html

Resposta ao comentário AMAC.

Resposta ao comentário de "Anônimo" na postagem sobre a AMAC, confira:

https://www.blogger.com/comment.g?blogID=17963475&postID=4831891914264349857&isPopup=true

18.6.09

Aula


MP quer concurso público para AMAC

Uma comissão formada por três procuradores do Ministério Público Estadual e dois do Ministério Público do Trabalho propôs ao prefeito Custódio Mattos (PSDB) a celebração de um termo de ajustamento de conduta (TAC) para resolver a conturbada situação jurídica da Amac. Criada como entidade civil, hoje com cerca de 2.100 funcionários contratados sem concurso público, a associação é mantida exclusivamente com recursos da Prefeitura, fato considerado "esdrúxulo" pelos promotores. No TAC, eles estabelecem o prazo de 180 dias para que o prefeito promova seleção pública para prover os cargos da entidade e rompa o vínculo empregatício de todos seus servidores. O termo foi rejeitado por Custódio, que pediu um prazo maior para equacionar a situação.

Fonte: Tribuna de Minas

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É realmente uma vergonha e falta de vontade política o fato da situação da AMAC ainda não ter sido resolvido.

Ora, ou é uma entidade estatal ou privada, em vários minicípios ja foram extintos o vínculo celetista de servidores em órgãos públicos por ação judicial.

Por que em JF isto é um processo lento?

Eu mesmo conheço algumas pessoas indicadas por conhecerem pessoas influentes na prefeitura que trabalham na AMAC, cargos arranjados por "padrinhos" muitas vezes por favores políticos prestados.

Ora, o concurso público é essencial para uma entidade séria, poderia pelo menos ter sido realizado concurso para "emprego público", o que muitas entidades nesta mesma situação fazem.

Enquanto isto alguns apadrinhados gozam dos cargos que deveriam ter uma concorrência já que são pagos com dinheiro público.

Espero que o MP tenha pulso firme e comprometimento com a população de Juiz de Fora e leve adiante esta medida de regularização desta entidade tão importante em ações sociais em JF.

Aqui no blog você lê o que os jornais não explicitam já que não existe crítica alguma neste veículo de comunicação elitista.

Luciano Costa

16.6.09

Crescimento populacional x miséria


Os dados acima, referentes a taxa de fecundidade no Brasil revelam que a mulher brasileira que em 1970 tinha em média 5,8 filhos passou a ter em 2000 uma média de 2,3.
A taxa de crescimento da população também diminui bastante, passando de 2,48 % na década de 1970 para 1,64% entre 1991 e 2000 segundo dados do IBGE.
A alguns séculos que a humanidade discute a questão da produção de alimentos em detrimento ao crescimento da população.
Malthus, segundo o que chamamos hoje de teoria malthusiana foi um dos primeiros a fazer estimativas sobre a falta de alimentos, segundo ele, a população mundial dobraria a cada 25 anos, enquanto que a produção de alimentos não acompanharia este ritmo e teria uma progressão aritmética (2,4,6,8...).
Como era protestante, acreditava que as pessoas somente poderiam ter filhos se possuissem terras agricultáveis e a contenção do crescimento da população deveria ser por meios morais ou através de catástrofes naturais e não através de anticoncepcionais.
Malthus não estava certo, a população não dobrou a cada 25 anos e o homem através da técnica pôde aumentar a produção de alimentos na mesma área agricultável.
Depois de Malthus surgiu uma corrente chamada de Neomalthusianos, onde defendiam o uso de anticoncepcionais.
Esta teoria foi bastante aceita, principalmente pelos paises centrais e grupos dominantes que que tentam mascarar até hoje a realidade mundial e as verdadeiras causas da miséria.
Continuam dizendo que o número de população é o responsável pela miséria no mundo subdesenvolvido.
Os chamados Reformistas tem uma proposta que condiz com a raiz deste mal, ora a produção de alimentos mundial na atualidade é capaz de abastecer perfeitamente a população mundial, segundo dados atuais a população mundial é de cerca de 6,3 bilhões e a produção seria capaz de suprir perfeitamente 9 bilhões.
Porque muitos então passam fome e vivem na miséria?
Se formos ao supermercado os alimentos estão na prateleira, o grande problema é chegar até a mesa de toda a população.
O raiz do problema está na configuração da sociedade, está na sociedade de classes, na concentração de renda, na exploração do mundo subdesenvolvido, no descaso do Estado que privilegia os interesses dos grupos dominantes (que os próprios políticos fazem parte), enfim, está na forma desigual em que a sociedade se produz/reproduz no espaço.
Enquanto o estado encarar a população como estatísticas a tendencia é a situação piorar, como nos últimos anos, onde falamos tanto de modernidade, mas aumenta a concentração e as desigualdades.
Que sejamos gente, e não números, que amemos as entes e não as cifras!
De nada adianta controlar a natalidade sem uma reforma, ou melhor uma revolução social, pode amenizar o problema, porém, não o cortará pela raiz.
Alguns podem perguntar, o que podemos fazer? O primeiro passo está na educação e conscientização, daí o caminho é mais fácil, sem que o homem compreenda a sua posição no mundo, qualquer mudança é impossível!
Luciano Costa

"Investimentos" governamentais.

Fonte: Tribuna de Minas

O verdadeiro investimento em modernização em um país onde as pessoas ainda passam fome e vivem nas ruas na verdade seria as medidas de combate a este problema, infelizmente, no Brasil, bilhões são gastos sem que se as verdadeiras causas dos problemas sociais sejam combatidas, desta forma, a modernização que aconteceu nas últimas décadas veio a aumentar ainda mais a pobreza e as desigualdades em um país onde os índices de concentração de renda estão entre os maiores do mundo.

Infelizmente as pessoas que mais necessitam ficam a margem de todo "investimento social" e as elites são beneficiadas sem nenhuma contrapartida social, o que acompanhamos são os governos trabalhando em prol dos grupos hegemônicos. Estas são as marcas do capitalismo monopolista brasileiro.

Luciano Costa

Mapa das religiões.


O mapa interativo apresenta uma breve história do mundo e as religiões de maior expressão: Cristianismo, Islamismo, Hinduísmo, Budismo, e o judaísmo.

Apresentação em 90 segundos.

Clique:

9.6.09

Juiz de Fora - Lixo e inversão de valores.

Demlurb vai instaurar inquérito administrativo

Um dia após a Tribuna denunciar a venda ilegal de materiais reciclados por funcionários do Demlurb, em horário de trabalho e com o uso dos caminhões e do combustível pagos pelo Poder Público, o departamento de limpeza da Prefeitura anunciou a tomada de três medidas para evitar a “repetição das ações graves praticadas pelos servidores”, como ressaltou o diretor geral do Demlurb, Aristóteles Faria.

Segundo ele, o órgão enviou ontem um requerimento, solicitando a abertura de um inquérito administrativo pela Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH), para identificar rotas e pessoas envolvidas no esquema de desvio dos recicláveis recolhidos na casa de milhares de juizforanos.

Amanhã também será publicado nos “Atos de Governo” uma portaria especificando o impedimento desse tipo de comércio e determinando as punições cabíveis no caso do descumprimento do documento regulatório. “A proibição da utilização dos bens públicos, como os caminhões do município, para usufruto próprio, já é proibido em legislação, mas queremos publicar essa portaria para não deixar nenhuma dúvida quanto à gravidade e ilicitude desse comércio”, salientou Aristóteles.

Hoje, na parte da manhã, acontece uma reunião entre a direção do Demlurb e todos os profissionais envolvidos nas coletas seletiva e tradicional de Juiz de Fora. No encontro, de acordo com o diretor geral, serão repassadas informações sobre a ilegalidade das ações, assim como as medidas que estão sendo tomadas, e suas possíveis sanções, para evitar novos desdobramentos da venda de recicláveis.

O esquema de compra e venda de reciclados por funcionários do Demlurb para empresas privadas estaria ocorrendo há mais de dois anos na cidade. Segundo relatório do próprio Demlurb sobre a quantidade de materiais que seguiram para a Usina de Reciclagem entre 2007 e 2008, neste período, não houve repasse de alumínio ao local, assim como diminuiu, em até quatro vezes, o recolhimento de outros materiais recicláveis.

Fonte: Tribuna de Minas

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Deplorável esta notícia divulgada pela Tribuna.

Ora, o jornal que não publica nem um artigo onde haja críticas referentes a falcatruas do alto escalão de políticos do município agora vem com esta matéria sensacionalista.

A cidade está prestes a ser fraudada em milhões referentes a um contrato feito com uma construtora para a criação de um aterro sanitário feito sem licitação e no governo do ex prefeito da cidade (Bejani) que foi até mesmo preso devido ao mal uso do dinheiro público e corrupção.

A atual administração endossa este contrato que vai desfalcar em milhões o município e busca economizar ao não conceder reajuste razoável aos servidores municipais com a velha desculpa da crise, onde ja foi demonstrado pela própria prefeitura que temos muito dinheiro em caixa.

Agora tem esta dos garis sendo processados por catar algumas garrafas pet e latinhas para complementar sua mísera renda.

Alguém tem alguma dúvida de que vivemos em uma sociedade onde existem dois pesos e duas medidas e que o homem vale o espaço que ocupa?

Infelizmente a mídia gorda de Juiz de Fora é um lixo!

Luciano Costa

8.6.09

Caminhando da "revolução" para a "igreja".


Durante a história da humanidade vários foram os movimentos de "revolução".

Na maioria deles, o povo oprimido por algum sistema, seja ele econômico, político ou religioso através de sua força conseguiu quebrar paradigmas temporais e retomar o caminho da paz e do bem estar.

A história da religiosidade e da fé humana é repleta destes episódios com a presença de atores importantíssimos em seu tempo, é o caso de Lutero, Jonh Wesley e outros incontáveis.

É uma pena que todos estes movimentos que buscavam um retorno a verdadeira revolução da fé (o evangelho) puro e simples ensinado por Jesus tenham se esvairado na comodidade dos encontros dominicais em bancos de madeira, nas normas de conduta e moral humana e nas receitas prontas do bolo da fé.

Assim, o caminho mais curto e mais percorrido pelas revoluções é a frieza dos bancos, aliados aos interesses de líderes que buscam uma projeção particular e se acham donos da verdade, não se abrindo ao diálogo, apesar de pregarem o contrário.

O que era doce e lindo chega ao seu estágio intermediário, falo da revolução da falácia, algo já engessado, porém, as "falsas verdades" pronunciadas ainda conseguem confortar o coração de alguns que não buscam crescer em consciência e amor, mas a "verdade absoluta e incorruptível" sem chance para erros. Ora, quem não gosta de certezas?

Na verdade a única certeza que temos é que um dia seremos surpreendidos pelo inesperado.

Mas o homem em sua soberba ignorância pensa saber todas as coisas do universo, se tornando o ser mais asqueroso e mentiroso que existe.

Outra coisa que pode acontecer com a "revolução" é se transformar em fanatismo religioso e uma nova religião, agora não é a dos conservadores, mas a dos "liberais", porém com algo em comum, serem donos da verdade e terem de uma forma ou de outra o seu "livro sagrado", assim, estão a cada dia se enterrando até o pescoço pela ação da letra que é a principal responsável pela frieza, criando assim cadáveres convencidos de sua vivência.

Desta forma, a revolução não acontece, já que as escamas estão arraigadas sobre a visão, muitas vezes disfarçadas de bondade.

Ora, precisamos urgentemente voltar ao culto das catatumbas e da simplicidade da fé, assim como os "do Caminho" na Igreja Primitiva, com a certeza de que qualquer que seja o sistema hunano se constitui anátema.

Que os movimentos insurgentes de revolução da fé não caminhem para se tornarem "igrejas", mas caminhem em direção da simplicidade da fé.

Para isto, basta olhar para Cristo e todas as suas ações no mundo, ser principalmenre sal da terra e parar de inventar besteiras ou querer aparecer com alguns pensamentos sem margem para discussão.

Enfim, é preciso urgentemente romper com o sistema eclesial que muitos endendem como sendo o único caminho para se organizar uma comunidade de fé.

É presiso acabar com a classificação e com os cargos, é preciso trilhar o caminho da não acepção! É preciso acabar com a liderança da forma que é imposta!

A liberdade com princípios é a melhor forma de se organizar e ser igreja neste mundo e os contatos humanos devem ser antes de mais nada para melhor e não para pior como tem acontecido em quase todos os encontros humanos.

Em Cristo, percebemos a maior de todas as revoluções, não é a toa que em todas as passagens em que aparece no Novo Testamento ele vive em conflito com a elite religiosa, os doutores da lei de seu tempo, dando "tapas de amor" na obscuridão e maldade disfarçada de bondade.

Então porque insistimos em um corporativismo que sufoca qualquer expressão de amor e simplicidade?

Se sabemos o que fazer, por que fazemos o contrário? Será que queremos nos juntar a maioria que trilha perta porta larga que cultua a maldade, o "farisaismo" e a condenação ao invés do amor e do perdão por ser um sistema universal, ou será que preferimos nos acomodar em nossa soberba e disputas bestas humanas?

Que voltemos as catatumbas, sem simplicidade e liberdade não ha caminho, não ha revolução! Sem isto iremos para o ralo, assim como em todos os movimentos que conheço.

Luciano Costa

7.6.09

Não acredito em barbeiros.

Um homem foi ao barbeiro. E enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com ele. Falava da vida e de Deus. Dai a pouco, o barbeiro incrédulo não agüentou e falou:

- Deixa disso, meu caro, Deus não existe!

- Por quê?

- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis, passando fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza.

É só andar pelas ruas e enxergar!

- Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é?

- Sim, claro!

O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço.

Não agüentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:

- Sabe de uma coisa? Não acredito em barbeiros!

- Como?

- Não acredito. Pois se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!

- Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!

Ao que o homem respondeu:

- Entendeu agora?

Fonte: http://educacaodareligiosidade.blogspot.com/

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Para complementar segue uma reflexão:

"Assim como sol nasce sobre todos, assim também todos estão sujeitos às calamidades da existência."

Se tudo fosse perfeito de acordo com nossas concepções humanas, que graça teria este existir? Ora na imperfeição do mundo e na corruptividade do homem somos feitos perfeitos, não por nós mesmos, mas pelo dom de Deus, o evangelho que é poder para salvar os que crêem.

A cada situação que somos submetidos pelas surpresas do existir temos a chance de aumentar nossa fé e a cada dia sermos fortalecidos, porém, tudo em Amor, já que sem ele nada se aproveita.

Luciano Costa

2.6.09

"A época moderna, com sua crescente alienação do mundo, conduziu a uma situação em que o homem , onde quer que vá, encontra a si mesmo." (H. Arendt)
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