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18.3.10

17.3.10

Ensinar a aprender

Por Içami Tiba

Temos vivido na educação escolar a cultura do "passar de ano". É um fazer o mínimo esforço para conseguir o máximo resultado, com o aprender em segundo plano. Em casa, o filho acredita que o importante é ser aprovado pois seus pais lhe imploram: "pelo menos passe de ano!" e ainda usam um recurso legal de se reprovado em uma escola e fazer uma reclassificação em outra escola e ser aprovado. Parece que o aprender não lhes interessa tanto quanto o diploma. Alguns estados brasileiros adotaram a Progressão Continuada, conhecida como aprovação automática, pela qual um aluno não pode ser reprovado a não ser por faltas. A maioria dos professores afirma que a educação piorou. Ser aprovado sem mérito não prepara o aluno para a vida.

O aprender é uma das formas de se construir o conhecimento. Os conteúdos que os professores passam em aulas chegam aos alunos como informações que deverão ser transformadas em conhecimentos. Estes, cada aluno tem que construir o seu. É preciso que ele aprenda esta construção. A informação que chega precisa ser compreendida, aceita, assimilada, experimentada e praticada. Assim, ela é transformada em conhecimento. A prática do conhecimento é a mãe da sabedoria.

Cabe aos professores fazer estas informações chegarem até o aluno, não importa quais recursos usem, e cabe ao aluno transformá-las em conhecimentos. Aos pais, cabe verificar se este aprendizado está ocorrendo.

O cérebro humano não aceita ficar sem resposta a uma pergunta. Pergunta e resposta são complementares, e ambas criaram a civilização humana. Oferecer respostas a quem não perguntou só tem significado a quem está interessado em sempre aprender. Mas se estas não forem usadas também caem no esquecimento.

Os conteúdos passados pelos professores são respostas a perguntas não feitas pelos alunos, portanto nada lhes significam. Se o aluno quer passar de ano, ele precisa responder às perguntas que caem na prova. Se ele é aprovado de qualquer maneira, para que gastar o cérebro em aprender o que nem vai usar? Se para as provas finais os pais lhe suprem com professores particulares, para que prestar atenção em sala de aula todos os dias? Se o aprender não tem significado, para que estudar?

A criança tem vontade de crescer e de ser e saber como o adulto que lhe ensina, protege e provê. A criança quer mostrar o que aprendeu. Isso lhe dá auto-estima. O adolescente quer enfrentar tudo sozinho, como se fosse dono de sua vida, não dependesse de ninguém, demonstrar que sabe mesmo sem saber e fazer o que tem vontade, mesmo que contrarie seus provedores. Não se pode querer ensinar uma criança e um adolescente da mesma maneira.

O adolescente já tem a capacidade de pensar do adulto, portanto o seu cérebro já funciona no esquema pergunta-resposta. O que os professores de adolescentes não captaram ainda é que os conteúdos das suas aulas são respostas a perguntas não feitas pelos alunos. Isto é, os alunos precisam aprender a perguntar. Geralmente, um professor não se pergunta para que serve ao adolescente o que ele está ensinando.

Quando um aluno aprende a existência da gravidade, percebe que ela está presente em todos os movimentos. Se não souber dela, tudo acontece à sua volta como se fosse natural. Quem descobriu a gravidade, segundo histórias, foi aquele que quis saber por que a maçã caiu na sua cabeça. As maçãs que já caiam antes desta descoberta continuam e continuarão caindo nas cabeças dos distraídos, mas agora já sabemos o porquê.

16.3.10

Jogo - meio ambiente

Joguinhos interessantes para o ensino fundamental onde os alunos podem aprender brincando. Clique na imagem abaixo para acassar:

PAC - Programa de Aceleração do Crescimento

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro de 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem ao encontro da necessidade de acelerar, de forma sustentável, o crescimento do investimento global da economia. A finalidade do PAC é promover investimentos e infra-estrutura que permitam: eliminar gargalos a esse crescimento, aumentar a produtividade das empresas, estimular investimentos privados e reduzir as desigualdades regionais.

O PAC está organizado em duas partes. A primeira reúne os investimentos em infra-estrutura e a segunda as ações para: ampliação do crédito, melhoria do ambiente de investimento e melhoria na qualidade do gasto público.

Os investimentos contemplados pelo PAC totalizam R$503,9 bilhões - R$67,8 bilhões do orçamento do governo federal e R$436,1 bilhões provenientes das estatais federais e do setor privado - a serem desembolsados ao longo do período 2007-2010, em três diferentes áreas. Como pode ser observado na tabela abaixo, a maior delas é a infra-estrutura energética - R$274,8 bilhões, ou 54,5% do total. A segunda área mais importante é a infra-estrutura social e urbana, com R$170,8 bilhões, ou 33,9% do total. Os principais setores escolhidos - habitação e saneamento - são importantes em termos do potencial de geração de emprego, de distribuição da riqueza e do impacto positivo sobre a qualidade de vida da população de menor renda.

A terceira e última área, em termos de investimento programado, é a infra-estrutura de logística, com R$58,3 bilhões ou 11,6% do total. Esses segmentos são importantes e essenciais, uma vez que respondem pelo transporte de pessoas e mercadorias, ou seja, incluem rodovias, aeroportos, hidrovias, ferrovias etc.

A novidade desse programa é que existe um conselho chamado Comitê Gestor do PAC (CGPAC) que se reúne semanalmente para cobrar o que foi feito e o que ainda não foi feito. Com os dados disponibilizados pelo CGPAC, em janeiro de 2008 foi realizado um balanço do primeiro ano do programa. O resultado foi satisfatório em alguns pontos e frustrante em outros, principalmente no que concerne às obras, que estão lentas mostrando poucos avanços visíveis à população. Essa situação se deve, sobretudo, aos obstáculos relacionados às normas ambientais e ao TCU (Tribunal de Contas da União).

O que já foi realizado na área urbana, energética e de logística

O PAC estimula os empresários pela possibilidade de negócios, mas causa frustração pela lentidão do seu andamento. Dividido em três eixos estratégicos - logística, energética e social e urbana -, o programa envolveu, em 2007, mais de 2.126 projetos e um montante de R$16 bilhões.

A parte mais avançada é a área social e urbana. Segundo o balanço do governo federal, 89% das 212 ações monitoradas pelo CGPAC estão com ritmo de execução adequado, 7% requerem atenção e 4% se encontram em situação "preocupante". Para este eixo do programa deverão ser aplicados R$170,8 bilhões, entre 2007 e 2010, entre recursos públicos e privados cuja previsão é atender 22,5 milhões de domicílios - no caso de saneamento - e 4 milhões de famílias com habitação. A maior parte desse recurso será investido para a construção e urbanização de favelas e assentamentos. O restante será repassado para obras de saneamento, visando a modernização e a ampliação do metrô das cidades de Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo e para expandir o programa "Luz para Todos".

Somente 32% dos projetos do PAC na área de infra-estrutura social e urbana estão com obras em andamento. A maioria deles, 44%, está em processo de licitação e 24% em projeto ou licenciamento.

Transporte

A parte logística do PAC abrange obras e projetos na área de transportes e tem por objetivo sanar importantes gargalos ao crescimento O governo, nessa área, investe na construção e na reforma de rodovias, portos, ferrovias, aeroportos e hidrovias. Das 620 ações monitoradas em 2007, 87% estão em ritmo adequado, contra 12% que exigem atenção e apenas 1% em estado preocupante. Um dos destaques é a concessão de sete trechos de rodovias federais, no leilão realizado em outubro de 2007. Outro destaque foi à conclusão do trecho de 147 quilômetros da ferrovia Norte-Sul no Tocantins.

Entretanto, segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), até o momento não há resultados importantes no setor de transportes do país. No final de 2007, a CNT fez um averiguação em 87,5 mil quilômetros de rodovias. Os resultados indicaram que 73,9% do trajeto analisado têm algum tipo de deficiência, com 22,1% (19.397 quilômetros) em estados classificados como ruins e 11% (9.592 quilômetros) classificados como péssimo.

Energia

No eixo de infra-estrutura energética, o programa investe na geração e transmissão de energia elétrica, produção, exploração e transporte de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis. De acordo com a avaliação do governo, essa área é a que menos progrediu no programa. Das 602 ações acompanhadas pelo CGPAC, 83% foram consideradas em ritmo adequado, enquanto 12% estão em estado de atenção e 5% avaliadas como preocupantes.
Vale lembrar que no ano de 2007 foram realizados quatro leilões de energia nova, com destaque para a Usina Hidrelétrica Santo Antônio, localizada no rio Madeira. Outras 14 hidrelétricas e 17 térmicas tiveram as obras iniciadas e duas usinas térmicas concluídas.

Críticas

Há várias críticas severas ao PAC. Entre elas, podemos citar:
  • O PAC deveria fazer parte de um plano de crescimento a longo prazo, relacionado à política industrial, agrícola, de desenvolvimento social, etc.; isto é, ele deveria estar inserido em um contexto de planejamento amplo e não ser apenas um conjunto de obras a serem realizadas de forma emergencial.
  • Uma boa parte dos projetos reforça o setor de exportação de produtos primários (basicamente, matérias-primas), o que agravará a dependência externa e provocará uma especialização no setor de exportações. Isso prejudicaria o setor de bens de maior valor agregado (valor agregado de um produto ou serviço representa o conjunto de valores adicionados ao seu preço: qualidade, conveniência e facilidade de utilização ou de satisfação do consumidor).
  • Os valores definidos no PAC são bem menores que as necessidades reais do país. No caso do setor de transportes, os investimentos deveriam ser o dobro do proposto.
  • Os investimentos do PAC, em alguns casos, transformaram-se em instrumento de propaganda política do governo e moeda de troca para apoio político de parlamentares.
  • O BNDES tem privilegiado, nos seus empréstimos, os setores de infra-estrutura e indústria de base (setor da indústria que trabalha com matéria-prima bruta) relacionados à exportação (siderurgia, papel e celulose, etc.) e ao PAC, o que aumentará a vulnerabilidade em setores de ponta (telecomunicações, energia nuclear, aviação, etc.).
  • Dos valores previstos para o primeiro ano do PAC, menos de 30% foram realmente utilizados.
  • O PAC, sozinho, não é capaz de promover o crescimento econômico adequado. Um conjunto de medidas macroeconômicas deveria estar associado ao programa, como a redução dos juros e da carga tributária.
  • 15.3.10

    Mulher faz protesto no centro de Santos Dumont


    Uma uruguaia está roubando as atenções em Santos Dumont. Ela queria matricular o filho numa escola, mas não pode porque morava em outro bairro. Descontente e sem condições financeiras armou uma barraca de camping, na Praça Cesário Alvim, onde dormia com filho, no centro da cidade.

    Ela também começou a fazer manifestações, pintando no chão da praça frases como “Cadê direito nosso? 08 de março dia internacional da mulher”, “Brasil país de todos. Seguiremos protestando até que todas as mulheres sejamos livres”. Desde que foi notificada e presa, ela apareceu com uma mordaça na boca, protestando contra a censura.

    O conselho tutelar de Santos Dumont foi acionado para proteger o garoto que dormia em condições bastante precárias. A uruguaia não aceitou a situação e jogou uma lata de tinta em cima do conselheiro tutelar que tentava uma conversa pacífica.

    A mulher, que vive de artesanato como a maioria dos hippies, tem pedido ajuda a algumas pessoas e encontrou apoio de um vereador da cidade, que vem tentando ajudá-la a regularizar sua situação no país.

    ________________

    Eu havia visto o protesto na praça mas não sabia ao certo do que se tratava, achei bastante válido. Os problemas desta mulher é o mesmo de milhões de brasileiros, problemas tícos de "um país de todos"?

    Todos sabemos nossos diteitos constitucionais, agora falta voz, falta representatividade, falta luta, falta garra, além disso, a repressão feita pela ditadura do capital em que vivemos aumenta.

    Luciano Costa

    Povoamento: áreas ecúmenas e anecúmenas

    Um antigo conceito grego, utilizado ainda hoje, divide o planeta em duas porções: a porção habitável - o ecúmeno, do grego oikoumêne, que significa "habitada (a Terra)", ou seja, a área habitável ou já habitada da Terra - e o anecúmeno, que é composto por áreas desprovidas de povoamento ou que, devido às suas condições naturais, abrigam pouquíssimos indivíduos.

    O termo ecúmeno, portanto, refere-se às áreas da superfície terrestre que já foram, estão sendo ou ainda virão a ser ocupadas pelo homem - com a finalidade de ali se instalar ou, então, de explorá-las economicamente. Geralmente, essas regiões têm boas condições para a ocupação: relevo plano, latitudes médias e proximidade às bacias hidrográficas.

    O avanço da tecnologia proporcionou ao homem o poder de transformar praticamente todo o planeta em uma imensa área ecúmena. Existem atualmente poucos locais para ainda serem ocupados - e, geralmente, estão localizados nos pólos (como a Antártida), nas altas montanhas, nos desertos (como o Saara) e nas densas florestas (como a Amazônia).

    Homem supera dificuldades do meio

    Além dos recursos oferecidos pela tecnologia, que permitem transformar áreas inabitáveis em habitáveis, o ser humano, entre todas as espécies vivas, é a que mais facilmente se adapta às mais diversas condições ambientais.

    A utilização e o desenvolvimento de recursos como, por exemplo, o vestuário, formas adequadas de habitação e alimentação, deixam o ser humano mais preparado para enfrentar as dificuldades naturais que possam existir nos diversos tipos de ambiente. Além disso, o homem consegue produzir aquecimento em áreas frias, refrigera áreas quentes, ilumina locais de longa escuridão, irriga lugares secos, drena áreas encharcadas, etc., procurando sempre criar ambientes mais adequados à sua fixação ou exploração.

    Quanto ao conceito de anecúmeno, vale lembrar que os limites dessas regiões de difícil acesso também se modificam de acordo com o avanço da tecnologia e da capacidade econômica do homem.

    Antigamente, fatores que representavam grandes dificuldades para a ocupação humana, como clima, relevo, hidrografia, entre outros, hoje podem ser superados graças ao desenvolvimento tecnológico. O resultado desse avanço representa uma ampliação dos limites ecúmenos e a conseqüente diminuição das áreas anecúmenas do planeta.

    14.3.10

    Organizações internacionais - as principais instituições multilaterais

    Organismos ou organizações internacionais, também chamados de instituições multilaterais, são entidades criadas pelas principais nações do mundo com o objetivo de trabalhar em comum para o pleno desenvolvimento das diferentes áreas da atividade humana: política, economia, saúde, segurança, etc.

    Essas organizações podem ser definidas como uma sociedade entre Estados. Constituídas por meio de tratados ou acordos, têm a finalidade de incentivar a permanente cooperação entre seus membros, a fim de atingir seus objetivos comuns. Atuam segundo quatro orientações estratégicas:

  • Adotar normas comuns de comportamento político, social, etc. entre os países-membros;
  • Prever, planejar e concretizar ações em casos de urgência (solução de crises de âmbito nacional ou internacional, originadas de conflitos diversos, catástrofes, etc.);
  • Realizar pesquisa conjunta em áreas específicas;
  • Prestar serviços de cooperação econômica, cultural, médica, etc.

    Abaixo, algumas das mais relevantes organizações internacionais:

    ONU - Organização das Nações Unidas

    Foi criada pelos países vencedores da Segunda Guerra Mundial e tem como principal objetivo manter a paz e a segurança internacionais. Proíbe o uso unilateral da força, prevendo contudo sua utilização - individual ou coletiva - para defender o interesse comum dos seus países-membros. Seu principal objetivo é manter a segurança internacional e pode intervir nos conflitos não só para restaurar a paz, mas também para prevenir possíveis enfrentamentos. Também incentiva as relações amistosas entre seus membros e a cooperação internacional.

    UNESCO - Organização das Nações Unidas para educação, ciência e cultura

    Foi criada em 1945 pela Conferência de Londres e tem como objetivo contribuir para a paz através da educação, da ciência e da cultura. Visa eliminar o analfabetismo e melhorar o ensino básico, além de promover publicações de livros e revistas, e realizar debates científicos. Desde 1960, atua também na preservação e restauração de espaços de valor cultural e histórico.

    OCDE - Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico

    É um fórum internacional que articula políticas públicas entre os países mais ricos do mundo. Fundada em 1961, substituiu a Organização Europeia para a Cooperação Econômica, criada em 1948, no quadro do Plano Marshall. Sua ação, além do terreno econômico, abrange a área das políticas sociais de educação, saúde, emprego e renda.

    OMS - Organização Mundial da Saúde

    É uma agência especializada em saúde, fundada em 7 de abril de 1948 e subordinada à ONU. Sua sede é em Genebra, na Suíça. Tem como objetivo principal o alcance do maior grau possível de saúde por todos os povos. Para tanto, elabora estudos sobre combate de epidemias, além de normas internacionais para produtos alimentícios e farmacêuticos. Também coordena questões sanitárias internacionais e tenta conseguir avanços nas áreas de nutrição, higiene, habitação, saneamento básico, etc.

    OEA - Organização dos Estados Americanos

    Criada em 1948, com sede em Washington (EUA), seus membros são as 35 nações independentes do continente americano. Seu objetivo é o de fortalecer a cooperação, garantir a paz e a segurança na América e promover a democracia.

    OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte

    Foi criada em 1949, no quadro da Guerra Fria, como uma aliança militar das potências ocidentais em oposição aos países do bloco socialista. Formada inicialmente por EUA, Canadá, Bélgica, Dinamarca, França, Holanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal e Reino Unido, a OTAN recebeu a adesão da Grécia e da Turquia (1952), da Alemanha (1955) e da Espanha (1982).

    BIRD - Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento

    Com o objetivo de conceder empréstimos aos países membros, o BIRD, também conhecido como Banco Mundial, oferece financiamento e assistência técnica aos países menos avançados, a fim de promover seu crescimento econômico. É formado por 185 países-membros e iniciou suas atividades auxiliando na reconstrução da Europa e da Ásia após a Segunda Guerra Mundial.

    FMI - Fundo Monetário Internacional

    Criado para promover a estabilidade monetária e financeira no mundo, oferece empréstimos a juros baixos para países em dificuldades financeiras. Em troca, exige desses países que se comprometam na perseguição de metas macroeconômicas, como equilíbrio fiscal, reforma tributária, desregulamentação, privatização e concentração de gastos públicos em educação, saúde e infraestrutura.

    OMC - Organização Mundial do Comércio

    Trata das regras do comércio entre as nações. Seus membros negociam e formulam acordos que, depois, são ratificados pelos parlamentos de cada um dos países-membros. Tem como objetivo desenvolver a produção e o comércio de bens e serviços entre países-membros, além de aumentar o nível de qualidade de vida nesses mesmos países.

    OIT - Organização Internacional do Trabalho

    Tem representação paritária de governos dos seus 182 Estados-membros e de organizações de empregadores e de trabalhadores. Com sede em Genebra, Suíça, a OIT possui uma rede de escritórios em todos os continentes. Busca congregar seus membros em torno dos seguintes objetivos comuns: pleno emprego, proteção no ambiente de trabalho, remuneração digna, formação profissional, aumento do nível de vida, possibilidade de negociação coletiva de contratos de trabalho, etc.
  • 13.3.10

    Valores e aprendizados não tiram férias

    Por Içami Tiba

    Os filhos não podem fazer nas férias o que não poderiam fazer em um final de semana, em uma viagem, em qualquer lugar, com qualquer pessoa, principalmente no que se referem aos valores, como respeitar o próximo e fazer-se respeitar por ele, cumprir as regras sociais e familiares, cuidar e preservar a saúde e a segurança, praticar a cidadania familiar etc.

    O que tira férias são as frequências às aulas, com os seus conteúdos e deveres psicopedagógicos, juntamente com o relacionamento professor-aluno, e não o viver com qualidade e o constante aprendizado da vida para sermos pessoas de "alta performance".

    Mesmo chocando uns, há outros pais que querem tirar férias dos filhos pequenos porque precisam descansar, descontrair, fazer uma viagem, dar um tempo na rotina profissional e até mesmo dos filhos que não lhes dão sossego. Adultos quando chegam aos lares querem paz, e, crianças, querem pais. Todavia, não seria de se estranhar se estes filhos quisessem "se ver livres" destes pais cansados e também tão cansativos.

    Adultos há que se permitem fazer em viagens, na praia, no clube ou quando estão de passagem em algum lugar o que não fariam em casa: jogar papel na sala, atirar pela janela latas e garrafas de bebidas (cascas de frutas, sacos de papel) no seu próprio jardim, deixar banheiro sujo, cuspir no tapete, fazer as necessidades nos cantos dos quartos etc. Estes adultos não estão tirando férias da sua casa, mas dando férias à educação e à civilidade. Importantes valores devem acompanhar as pessoas como se fossem a própria alma estejam onde e com quem estiverem.
    Estes pais estão financiando a falta de educação, o desrespeito ao próximo, a depredação e o uso pirata do seu mundo e a negligência com os deveres sociais aos seus filhos.

    Portanto, é na convivência com os filhos que os pais mostram como se comportar civilizadamente em qualquer lugar. Reforço aqui a importância da prática doméstica da educação pela cidadania familiar: ninguém pode fazer em casa o que não poderá fazer fora de casa e todos devem praticar em casa o que deverão fazer na sociedade.

    A cidadania familiar nunca tira férias. Mesmo que um filho esteja de férias, longe dos pais, ele não deve fazer o que aprendeu em casa que não pode fazer: experimentar drogas é um exemplo.

    Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 25 livros.

    Micropaíses - os menores países do mundo

    Um país pode ser menor do que uma cidade? Leve em conta o fato de existirem, no mínimo, 25 países que caberiam dentro da cidade de São Paulo e você já tem a resposta!

    Enquanto a capital paulista tem cerca de 1.500 km2 há países independentes que dispõem de somente 1 % deste território. É o caso do Principado de Mônaco, que fica na Europa, ou melhor dizendo, dentro da França.

    Mônaco mede só 1,5 km2 tem 30 mil habitantes e é um país rico, assim como outros micropaíses europeus que, de tão pequenos, muitas vezes nem aparecem no mapa do continente.

    Quer alguns exemplos? Andorra, que fica na fronteira da França com a Espanha, não chega a ter 500 km2. Ou então San Marino, que fica dentro da Itália e mede 61 km2 ou ainda Liechtenstein, que se localiza entre a Suíça e a Áustria e tem um território de 160 km2.

    Maior do que os três, Luxemburgo, entre a Bélgica, Alemanha e França, é um país com cerca de 2,5 mil km2 e mesmo assim nem sempre é apontado pelos mapas.

    Países no meio do mar

    Muitos desses países minúsculos são ilhas. Por isso, um bom lugar para encontrá-los é um continente formado basicamente por água, como é o caso da Oceania.

    Lá, além de países-ilha muito grandes, como a Austrália (7,5 milhões de km2) há micropaíses, como Nauru, que tem 21 km2, Tuvalu, que tem quase 25 km2 e Tonga, bem maior que os dois últimos, com 700 km2.

    No litoral do Caribe

    Diferente dos micropaíses europeus, essas ilhas são pobres e a grande maioria de seu povo ainda leva uma vida tribal. A população desses três pequenos países é proporcional ao seu tamanho: Tonga tem cerca de 100 mil habitantes, enquanto Nauru e Tuvalu têm só 10 mil. (Só para comparar, o Brasil tem 160... milhões).

    Por falar em Brasil, a América do Sul e a Central também contam com alguns países bem pequenininhos. Em geral, também se trata de ilhas que se localizam ao norte do continente em que vivemos.

    É o caso de Granada (350 km2), Antígua (442 km2) e Barbados (430 km2) que ficam no mar do Caribe. Todas essas ilhas, com seus litorais maravilhosos, vivem basicamente do turismo.